A privatização de estatais retomou ontem lugar de destaque na campanha eleitoral. ‘‘Quero saber o seguinte: de onde é que entrou esse dinheiro para a privatização da Telebrás (Telecomunicações Brasileiras), para onde vai e o que será feito com ele’’, perguntou o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O petista chegou ontem cedo em Florianópolis, acompanhado do vice na chapa, Leonel Brizola (PDT), e, às 14h30, embarcou para Chapecó (SC), onde se reuniria ainda ontem com representantes de agroindústria da região. Ao saber que a Justiça de São Paulo mandou o intimar no processo por crime contra a honra, movido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, Lula disse que essa iniciativa possibilitará um debate sobre o Sistema Telebrás.
O candidato está sendo processado porque, ao se referir à venda da Telebrás, afirmou que ‘‘Fernando Henrique está dando de graça o maior patrimônio público deste país, possivelmente para fazer caixa 2 para campanha eleitoral’’. Lula disse que um governo que ‘‘compra votos para aprovar a reeleição e adota a política do ‘é dando que se recebe’, não pode ficar com arrogância nem falar que vai protestar qualquer pessoa’’. Em Florianópolis, Lula não fez nenhuma atividade de campanha: apenas se reuniu com militantes do partido e do PDT na Assembléia Legislativa e pediu votos para o candidato petista ao governo de Santa Catarina, Milton Mendes.

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