Candidato do PSTU discorda de ''política penalizadora''
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quinta-feira, 14 de setembro de 2000
De Curitiba 
O candidato do PSTU, Diego de Sturdze é o único dos candidatos a prefeito de Curitiba que não concorda com nenhuma das propostas apresentadas para a cobrança do IPTU na cidade, com alíquotas teto de 1% e 3%. Pela legislação atual, aumentou-se o IPTU para todos na mesma proporção. É uma política que penaliza o trabalhador mais pobre. O Requião (Maurício) propõe a mesma coisa, 1% para todo mundo, critica Diego.
O PSTU, afirma Diego, defende a isenção do tributo para pequenas propriedades e um imposto fortemente progressivo, sobretaxado para os grandes proprietários. Os outros candidatos, no entanto, são favoráveis a redução da alíquota para 1%. Uma coisa importante que as pessoas têm que saber é que o IPTU representa muito pouco na arrecadação municipal, 7% em média nos últimos anos. Só isso justificaria a redução para 1%, afirma Eduardo Requião (PDT).
O candidato sustenta que a realidade social de Curitiba também exige a redução na cobrança do imposto. Para Eduardo, o teto máximo de 3% abrange um número pequeno de imóveis e terrenos. A discussão tem que ser muito mais ampla. A planta genérica de valores não é revista a cada dois anos. Isso precisa ser feito para que possamos verificar se os imóveis estão sendo tributados adequadamente, avaliou o candidato do PDT.
Luiz Forte Netto, candidato a prefeito pelo PSDB, diz que a legislação em vigor não tem uma norma clara sobre aplicação do redutor. Pelo texto da lei em vigor, o redutor só vale para 2001. O prefeito que vai ser eleito poderia eliminá-lo, salientou. Forte Netto considera 3% um valor muito alto para o atual índice teto. Nós precisaríamos analisar se a cobrança de um índice teto de 1% não diminuiria a arrecadação da prefeitura. Teríamos que discutir bastante para saber qual o índice adequado para o IPTU , analisa o tucano.
O índice justo é de 1%. Em tese, o valor cobrado de IPTU em 100 anos seria correspondente ao aforamento da propriedade, afirma Jamil Nakad, o candidato a prefeito do PRTB. Na opinião de Nakad, a cobrança do IPTU pelo índice de 3% é uma injustiça fiscal e tributária. Os ricos moram só em um imóvel, e os outros que ele tem são alugados. São os pobres, enfim, que pagam o aluguel e o IPTU para eles, justifica. Nakad também é defensor de uma atualização mais rápida da planta genérica de valores. A planta tem que ser atualizada de acordo com as mudanças econômicas e sazonais do mercado imobiliário. O valor de mercado é o valor justo, defende.
O advogado Antônio Caetano de Paula Júnior, assessor jurídico do candidato do PT, Ângelo Vanhoni, disse que a aplicação de um redutor na atual legislação do imposto funciona como um gatilho. O redutor é uma forma adotada pela prefeitura para repassar um aumento anual. Antônio Caetano assegura que o PT pretende modificar a planta genérica, desde que seja para beneficiar os proprietários de casas e pequenos comércios. A diferença da nossa proposta com relação à do Cassio Taniguchi é que ele adotou o percentual máximo de 3%, e nós optamos pelo percentual médio, de 1%. (R.B.N.)


