O candidato do PSTU, Diego de Sturdze é o único dos candidatos a prefeito de Curitiba que não concorda com nenhuma das propostas apresentadas para a cobrança do IPTU na cidade, com alíquotas teto de 1% e 3%. ‘‘Pela legislação atual, aumentou-se o IPTU para todos na mesma proporção. É uma política que penaliza o trabalhador mais pobre. O Requião (Maurício) propõe a mesma coisa, 1% para todo mundo’’, critica Diego.
O PSTU, afirma Diego, defende a isenção do tributo para pequenas propriedades e um imposto ‘‘fortemente progressivo, sobretaxado’’ para os grandes proprietários. Os outros candidatos, no entanto, são favoráveis a redução da alíquota para 1%. ‘‘Uma coisa importante que as pessoas têm que saber é que o IPTU representa muito pouco na arrecadação municipal, 7% em média nos últimos anos. Só isso justificaria a redução para 1%’’, afirma Eduardo Requião (PDT).
O candidato sustenta que a ‘‘realidade social’’ de Curitiba também ‘‘exige’’ a redução na cobrança do imposto. Para Eduardo, o teto máximo de 3% abrange um ‘‘número pequeno’’ de imóveis e terrenos. ‘‘A discussão tem que ser muito mais ampla. A planta genérica de valores não é revista a cada dois anos. Isso precisa ser feito para que possamos verificar se os imóveis estão sendo tributados adequadamente’’, avaliou o candidato do PDT.
Luiz Forte Netto, candidato a prefeito pelo PSDB, diz que a legislação em vigor não tem uma ‘‘norma clara’’ sobre aplicação do redutor. ‘‘Pelo texto da lei em vigor, o redutor só vale para 2001. O prefeito que vai ser eleito poderia eliminá-lo’’, salientou. Forte Netto considera 3% um ‘‘valor muito alto’’ para o atual índice teto. ‘‘Nós precisaríamos analisar se a cobrança de um índice teto de 1% não diminuiria a arrecadação da prefeitura. Teríamos que discutir bastante para saber qual o índice adequado para o IPTU ’’, analisa o tucano.
‘‘O índice justo é de 1%. Em tese, o valor cobrado de IPTU em 100 anos seria correspondente ao aforamento da propriedade’’, afirma Jamil Nakad, o candidato a prefeito do PRTB. Na opinião de Nakad, a cobrança do IPTU pelo índice de 3% é uma ‘‘injustiça fiscal e tributária’’. ‘‘Os ricos moram só em um imóvel, e os outros que ele tem são alugados. São os pobres, enfim, que pagam o aluguel e o IPTU para eles’’, justifica. Nakad também é defensor de uma atualização mais rápida da planta genérica de valores. ‘‘A planta tem que ser atualizada de acordo com as mudanças econômicas e sazonais do mercado imobiliário. O valor de mercado é o valor justo’’, defende.
O advogado Antônio Caetano de Paula Júnior, assessor jurídico do candidato do PT, Ângelo Vanhoni, disse que a aplicação de um redutor na atual legislação do imposto funciona como um ‘‘gatilho’’. ‘‘O redutor é uma forma adotada pela prefeitura para repassar um aumento anual.’’ Antônio Caetano assegura que o PT pretende modificar a planta genérica, ‘‘desde que seja para beneficiar os proprietários de casas e pequenos comércios’’. ‘‘A diferença da nossa proposta com relação à do Cassio Taniguchi é que ele adotou o percentual máximo de 3%, e nós optamos pelo percentual médio, de 1%.’’ (R.B.N.)

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