Candidato do PSOL contesta nome da sigla para majoritária
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
O candidato a vereador pelo PSOL de Londrina Vilson Machado apresentou impugnação ao registro eleitoral de Valmor Venturini, candidato a prefeito pelo próprio partido, o que sugere um racha interno na legenda. Vilson Machado, que foi candidato à Prefeitura de Londrina em 2008, também pede liminarmente a realização de uma nova convenção partidária. Para ele, o evento realizado em 16 de junho foi nulo porque não houve publicação de edital em jornal de circulação local.
Segundo Vilson Machado, que queria novamente disputar a prefeitura este ano, desde o início das discussões formou-se um ''pequeno grupo'' em torno da candidatura de Venturini, que conduziu o processo de escolha interna de candidatos de forma pouco transparente e não democrática. ''Prova disso é que poucas pessoas foram à convenção, e quando tentamos realizar outra, em 30 de junho, o partido não permitiu que usássemos a sede do PSOL para isso.''
A suposta desobediência aos trâmites legais para a convocação da convenção, disse Machando, prejudicaram o partido, que está coligado ao PCB e PSTU. ''Nossa chapa é de apenas seis vereadores porque pouca gente soube daquela convenção e compareceu para se lançar candidato'', comentou.
O secretário do PSOL em Londrina, Lucas Perucci, disse que a situação não é de crise interna porque ''se trata de uma questão isolada e tardia'' de descontentamento. Segundo ele, o estatuto do partido prevê que a convenção não precisa ser publicada em jornal, mas ser ''bastante divulgada'' por outros meios. ''Mandamos emails a todos os filiados, publicamos no nosso blog e ligamos par todos.'' Além disso, Perucci sustenta que uma conferência realizada em maio definiu pela candidatura de Valmor Venturini. ''Nosso estatuto prevê que a conferência tem imperativo sobre a convenção.''
Impugnações
A candidatura de Venturini também foi impuganada por um eleitor, que afirma que o candidato não apresentou comprovante de desincompatibilização do serviço público. Outros eleitores questionaram na 41 Zona Eleitoral as candidaturas de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Márcia Lopes (PT), Alexandre Kireeff (PSD) e Barbosa Neto (PDT), que disputam o Executivo.
Cheida não teria apresentado certidões criminais; Márcia estaria inelegível por receber indevidamente aumento salarial quando era vereadora, tese já refutada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE); Kireeff não teria apresentado comprovante de escolaridade; e Barbosa não teria apresentado certidão criminal do Tribunal de Justiça (TJ). ''Já fomos notificados disso e vamos apresentar no prazo previsto. O TJ tem demorado para expedir os documentos porque acredito que haja muita procura'', disse Dayane Medeiros, presidente interina do PDT. As impugnações serão analisadas pelo MPE e posteriormente decididas pela juiz eleitoral.


