Candidato do PSL quer encampar o pedágio
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quarta-feira, 30 de agosto de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Antonio Roberto Forte, 62 anos, candidato do PSL ao governo do Paraná, defende o fim do voto obrigatório. ''É preciso passar educação política para as pessoas. É um dever mais sagrado do que a alimentação do dia-a-dia. Por que eu sou a favor do fim do voto obrigatório? Porque eu sou a favor do voto participativo'', explica. ''A palavra voto significa confiança, transferências de direitos e deveres, daí a responsabilidade de votar'', completa.
Paulista de Cândido Mota, aos 2 anos, Forte se mudou para Campo Mourão, onde sua mãe se tornou também sua primeira professora. Sua família lidava, principalmente, com o plantio de café. Forte se tornou caminhoneiro, sua profissão durante 15 anos, e chegou a ser dono de transportadora. Há 35 anos, ele vive em Curitiba com sua esposa, quatro filhos e três netos.
Forte é um dos fundadores do Partido Social Liberal (PSL), sigla oficializada em 1995, junto com Luciano Bivar, candidato à presidência da República pelo partido. O PSL, de forma simplificada, significa ''governo de centro'', na opinião de Forte. ''Nós fomos administrados no Brasil por vários governos, tivemos imperador, ditadura, direita e esquerda, e nada deu certo. Então nós vamos convidar todos para o nosso secretariado, tanto esquerda quanto direita'', disse o candidato. A advogada Sandra Mara Netz de Paula é a candidata a vice na chapa de Forte.
O candidato também é contra o voto branco e nulo porque acredita que não há motivos para o eleitor não escolher um candidato. ''Está na hora do povo brasileiro fazer uma análise profunda das propostas dos candidatos, conhecer os candidatos, ver se eles têm capacidade técnica para administrar'', sugere. E critica o uso da máquina pública por parte dos candidatos que já estão no poder. ''Está havendo uma ditadura política no País. A dificuldade é maior para os candidatos desconhecidos politicamente'', reclama. ''Ganhando, eu não vou usar a máquina pública para anunciar obras. Eu vou fazer uma campanha de esclarecimento, chamando as pessoas para me ajudar. O Brasil não é só dos que governam'', promete.
Confira as principais propostas do candidato.


