O brigadeiro Ivan Frota, 66, pré-candidato do PMN à Presidência da República, disse ontem em Belo Horizonte (MG) que uma das propostas do partido é a extinção do Senado. O PMN (Partido da Mobilização Nacional) lançou ontem a pré-candidatura do brigadeiro à Presidência da República, que deve ser confirmada em junho de 98 na convenção do partido.
Frota, que trabalhou por 45 anos na Força Aérea Brasileira, disse que não será candidato dos militares, mas que contará com apoio da família militar para se eleger. O brigadeiro, que foi vice-chefe do Emfa (Estado Maior das Forças Armadas), disse que o PMN fará uma ‘‘oposição frontal’’ ao governo Fernando Henrique Cardoso. A candidatura terá como lema ‘‘Pátria, Honra e Trabalho, sob a proteção de Deus’’.
‘‘A Bandeira será a verdade e a dignidade a religião’’, disse ele, afirmando que o partido não fará uma campanha demagógica. Segundo Frota, o partido terá como propostas, além da extinção do Senado, a redução da Câmara dos Deputados e a criação de tribunais políticos comunitários, para estimular a participação popular, por meio de plebiscitos. Os tribunais comunitários, de acordo com ele, servirão para que o povo julgue aqueles que cometem ‘‘desatinos’’ no país.
Frota preferiu não citar nome dos desatinados, mas citou como exemplo de desatino a ajuda financeira aos bancos. Segundo ele, o governo FHC esconde a real situação do país. ‘‘O governo nega ao povo a situação falimentar das contas públicas brasileiras’’, disse ele, que chamou o Plano Real de estelionato político. De acordo com o presidente do PMN, Celso Brant, o partido tem quatro deputados federais e um senador. Sobre a chances de ser eleito, o candidato do PMN disse: ‘‘Se nosso discurso chegar ao povo, com certeza conseguiremos’’.

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