O anúncio de parcerias para a resolução dos problemas em vários setores do município deu o tom ontem de manhã à entrevista com o vereador Félix Ribeiro (PMN), que concorre à Prefeitura de Londrina nas eleições de outubro. Organizada em conjunto pela Folha, Rádio CNB e TV Tarobá, a série de entrevistas com candidatos ao Executivo acontece no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), conforme sequência determinada em sorteio.
A CBN transmitiu ao vivo os 60 minutos de entrevista, acompanhados por uma platéia composta, na maioria, por candidatos a vereador pelo PMN, o vice de Ribeiro, o professor Álvaro Brochado, e estudantes de Comunicação Social da Faculdade Metropolitana, além de eleitores.
Ribeiro expôs propostas nas áreas de saúde e segurança que considera o carro-chefe de sua campanha. Na segurança, por exemplo, o candidato informou que estão nos planos de governo a criação da Guarda Municipal. Na área de saúde, disse, a intenção é ampliar o atendimento de saúde bucal pelo Programa Saúde da Família (PSF) e ele garantiu que há recursos para tal. ''Além do orçamento do município, há recursos internacionais'', apontou, sem especificar as fontes. Na cultura, não se mostrou totalmente favorável à construção do Teatro Municipal, polêmica na atual administração. ''Talvez (a construção seja feita), mas não naquele terreno'', disse, referindo-se ao terreno do antigo Colossinho, disputado pela Prefeitura e pela rede de hipemercados Walt Mart.
Presentes à entrevista com o candidato do PV, Naudemar Nascimento, sábado passado, o grupo de estudantes criticou um suposto ''excesso de otimismo'' do candidato e o constante apelo a parcerias em diversas esferas. ''As parcerias podem até trazer bons resultados, mas não precisa abusar delas'', analisou o estudante Roque Gomes, 20 anos. Sully Siena, 20, disse ter ficado desapontada com um ponto: ''A cultura ficou defasada no plano de governo dele'', opinou.
Sobre as críticas, Ribeiro disse que a opção pelas parcerias é em função do custo baixo. ''Mas não acho que fugi das perguntas. O tempo é curto, e às vezes me demoro demais nos preâmbulos'', definiu.
O próximo candidato a ser entrevistado é Nedson Micheleti, do PT.

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