São Paulo - O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PPS) garantiu que não tentou levar o PSDB, partido do qual fazia parte, para o governo Collor. O presidenciável se disse ''vítima de um castigo'' por parte do ex-presidente Fernando Collor de Melo (PRTB), por ter tentado barrar a aliança em Alagoas.
E ainda negou que tenha incentivado o PSDB a apoiar Collor em resposta a declarações de que teria dado a uma revista, em 1990, nas quais afirmou que o governo Collor iria melhorar o Brasil, porque estava golpeando a roubalheira. ''Lutei contra o Collor no primeiro turno quando votei em Mário Covas, e, no segundo turno, quando votei em Lula.''
Ciro disse também que, embora o PPS apóie Collor para o governo de Alagoas, ele é contra a aliança. ''Eu apelei à direção do meu partido para recorrer do apoio. O TRE negou o recurso. Queria insistir, mas meus advogados disseram que a questão estava perdida'', afirmou.
Sobre Collor ter declarado voto em Ciro, o presidenciável disse que ele está querendo castigá-lo por sua atitude contra a aliança. ''Ele é um galhofeiro. O que está fazendo é para me castigar'', disse.
O candidato da Frente Trabalhista se irritou quando foi questionado sobre o apoio que tem recebido de setores do PFL, especialmente do ex-senador Antônio Carlos Magalhães.
Ciro disse que a tentativa de fazer uma ligação entre ele e setores da direita era uma ''típica intriga da Folha de S.Paulo''.
O candidato afirmou que é preciso saber se reconciliar com antigos adversários políticos, como ACM. ''A reconciliação é um valor bom, não é um valor negativo. É preciso uma ampla aliança para governar esse País'', disse Ciro, justificando o fato de estar cada vez mais unido a setores do PFL.

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