São Paulo O candidato a presidente José Serra (PSDB-PMDB) voltou a afirmar ontem, numa palestra na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), em São Paulo, que as prioridades do projeto de governo são emprego e segurança. Ao falar para uma platéia que lotou o auditório da BM&F, no início da tarde, ele afirmou que as duas maiores questões enfrentadas pelo segmento de mercado de capitais, desde o início da década de 80, foram a hiperinflação e as elevadas taxas de juros.
Segundo ele, a alta inflação foi controlada pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, porém ainda existe o desafio de reduzir as taxas de juros. ''Uma questão-chave para se reduzir os juros é a diminuição do déficit em conta corrente ao nível de cerca de 2%. Além disso, é fundamental aumentar as exportações'', reiterou.
Serra chegou à sede da BM&F com uma hora a de atraso e, por este motivo, perdeu o pregão da parte da manhã. Outra garantia dada pelo candidato da Coligação PSDB-PMDB a presidente é que todo o empenho da política econômica em eventual governo dele estará focado em crescimento econômico e aumento das exportações.
O tucano disse ainda que pretende criar o Ministério do Comércio Exterior para fomentar a venda de produtos brasileiros ao exterior. E assumiu compromisso com a aprovação da reforma tributária, que, segundo ele, se for aprovada, removerá os obstáculos ao desenvolvimento.
Durante o evento, Serra afirmou ainda que ''equilíbrio emocional não é desprezível em político''. Sem citar o nome do candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), continuou: ''Não pode haver equilíbrio econômico sem equilíbrio emocional'', numa referência ao comportamento dele num jantar com grandes empresários, realizado esta semana na capital paulista, quando o trabalhista teria criticado o mercado, dizendo: ''O mercado é que se lixe.''

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