São Paulo - Em entrevista à imprensa, ontem em Ijuí, no Rio Grande do Sul, o candidato à Presidência da República pelo PSB, Anthony Garotinho, destacou que o bônus de R$ 1,00, que será lançado hoje por volta das 9 horas na Baixada Fluminense (Rio), é um dos carros-chefes de sua campanh, que será ''a do real contra o bilhão''.
Garotinho disse que acredita que ''quem comprar o bônus é por que quer um País diferente, construído pelo povo e para o povo''.
O presidenciável voltou a criticar a política econômica do governo federal. Ele disse que é preciso inverter o eixo de acumulação de riqueza do sistema financeiro para o sistema produtivo. ''Os bancos ganharam uma fortuna durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Quem perdeu? A indústria, a agricultura. Por isso, é que defendo uma mudança de paradigma. Meu compromisso é com o crescimento, com o emprego e com a elevação do poder de compra dos trabalhadores'', frisou.
Garotinho voltou a prometer o aumento do salário mínimo para R$ 280, em maio de 2003, e para R$ 400, no ano seguinte. O presidenciável enumerou alguns pontos que considera prioritários para o País. Além da reforma tributária e da redução da taxa de juros, o candidato disse que o Brasil precisa de um programa de apoio ao crédito e organizar as cadeias produtivas.
O ex-governador do Rio de Janeiro reiterou seu compromisso de construir 500 mil casas por ano, com recursos do FGTS, para reduzir o déficit habitacional do País, que hoje gira em torno de 6 milhões de habitações. E disse também que dará prioridade a programas voltados para a juventude, para ''reduzir o analfabetismo tecnológico''.

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