O Cartório Eleitoral de Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá) comunicou ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba, que o candidato do PPB à Assebléia Legislativa Divanir Braz Palma, de Maringá, obteve 22 votos na urna da seção 3 do município que não haviam sido computados no boletim eleitoral. Esses 22 votos foram computados em favor do candidato de Guarapuava, Hélio Henrique Silva.
De acordo com a chefe do cartório eleitoral, Gláucia Zanelatto, o erro foi dos mesários, que confundiram o número do candidato Palma (11.900) com o do candidato Hélio Henrique (11.990). O pedido de recontagem foi feito por Palma, que é vereador em Maringá. Segundo Gláucia, ao rever os disquetes, o cartório de Mandaguaçu constatou o erro.
Palma encaminhou o pedido ao TRE, que determinou ao cartório de Mandaguaçu que fizesse uma revisão da urna da seção 3. Mandaguaçu tem 33 seções eleitorais (uma urna para cada seção).
Para ser eleito deputado estadual, Palma teria de conseguir mais 39 votos, além dos 22 constatados ontem. Nas eleições de 4 de outubro, ele teve 22.630 votos, 60 a menos do que obteve o deputado estadual eleito José Fernando Guimarães (PPB), que fez 22.690. Palma requereu ao TRE a recontagem de mais duas urnas: uma em Sarandi e outra em Pérola (região de Umuarama).
Segundo Gláucia Zanelatto, Palma pediu a recontagem dos votos da seção 3 porque em todas as outras ele teve uma boa votação, menos naquela. O coordenador da campanha dele, Elias de Lima, acredita que a recontagem dos votos será autorizada nos municípios de Sarandi e Pérola. ‘‘Assim como Mandaguaçu o resultado foi favorável, acreditamos que a Justiça desses dois municípios também vai autorizar’’.
Ele disse que a recontagem foi requerida à Justiça porque assessores do candidato haviam acompanhado a apuração em Mandaguaçu durante a madrugada e contabilizaram os votos em favor de Palma.

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