Candidato critica FHC por atraso na reforma tributária
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo O candidato à Presidência da República pelo PSB, Anthony Garotinho, declarou, em Recife (PE), onde participou de uma carreata, ser favorável a que o governo promova a reforma tributária, mas adiantou que quer conhecer os termos da revisão. ''O que me causa perplexidade é que o governo teve oito anos para fazer isso e somente agora, no apagar das luzes, quer fazê-lo. Por que não foi feito antes?'', indagou o candidato, lembrando que o PSB defende a reforma tributária.
Garotinho voltou a criticar a alta taxa de juros do País e disse que o acordo feito entre o Brasil e o FMI ''fere a soberania nacional''. ''Somos contra a todo tipo de acordo que implique em mais sacrifício para a população. Ninguém deve comemorar ir a banco. O FMI é um banco. Se você tem saúde financeira, você não precisa tomar mais um empréstimo'', afirmou.
O candidato do PSB reiterou sua queixa quanto ao que considera discriminação, pelo fato de ser evangélico. ''O PSB defende um Estado laico'', declarou o ex-governador do Rio de Janeiro, que almoçou na capital pernambucana com o presidente nacional do PSB, Miguel Arraes. Garotinho confirmou sua presença no encontro marcado para segunda-feira, no Palácio do Planalto, com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Adiantou que aproveitará o encontro para firmar sua posição no que se refere aos pontos do acordo com o FMI com os quais discorda. ''Vamos fazer nossas observações e ver como estão as contas do governo.''


