Candidato alternativo vai depender do PMDB
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terça-feira, 09 de janeiro de 2007
Thiago Velloso<br> Agência Estado 
São Paulo - A escolha de uma candidatura alternativa a de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a Presidência da Câmara deve ficar para um próximo encontro de parlamentares. Após mais de duas horas de discussão em São Paulo, o grupo de parlamentares que pretende lançar um candidato da chamada terceira via chegou ontem à conclusão de que, sem o apoio do PMDB, a candidatura alternativa dificilmente terá sucesso.
Eles concluíram também que, para conseguir o apoio da maior bancada da Câmara, será preciso convencer o presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), da viabilidade do projeto.
Para a maior parte dos deputados, Temer é o ''candidato dos sonhos'' por ter um perfil moderado, nenhum envolvimento nos escândalos de corrupção da Câmara e possuir na bagagem dois mandatos como presidente da Casa. Outros nomes foram discutidos: os deputados Osmar Serraglio (PMDB-PR) e José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP).
Apesar da inclusão de um nome do PT nas discussões, os parlamentares ouvidos pela Agência Estado consideram improvável uma candidatura da terceira via com alguém da legenda, uma vez que a sigla tem o candidato Arlindo Chinaglia, que conta com apoio amplo na base aliada.
Por isso mesmo, todos os esforços se voltarão para convencer o presidente nacional do PMDB e a agremiação de que um terceiro nome é viável. O cortejo a Temer começou durante o encontro, quando o deputado eleito Paulo Renato de Souza (PSDB-SP) ligou para ele e conseguiu agendar duas conversas com o peemedebista.
Ontem, o deputado eleito José Aníbal (PSDB-SP) deveria conversar com Temer para detalhar a discussão do grupo independente e hoje será a vez dos deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Luíza Erundina (PSB-SP).
A idéia é que Temer apresente a sugestão na reunião da bancada do PMDB, que ocorrerá à tarde. Segundo um deputado do grupo independente, Jungmann e Erundina proporão ao presidente nacional peemedebista que seja respeitado o princípio da proporcionalidade e, portanto, que o partido indique o candidato.
Mesmo com a grande disposição de convencer a agremiação participar da terceira via, a maioria dos deputados independentes reconhece que uma candidatura unificada da base aliada deve destruir os planos do grupo de lançar um candidato de terceira via.
Nesse caso, o PMDB deve apoiar o candidato do governo, abrindo mão de uma candidatura, para lançar um aspirante apoiado pela administração federal em 2009. ''(A unificação) muda, evidentemente, o cenário com relação a uma outra candidatura'', resume o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).


