Candidato a vereador do PDT propõe fim de salário em Cascavel
O empresário e advogado Edson Siliprandi, o Duca, de Cascavel, entregou à Câmara um abaixo-assinado com aproximadamente 11 mil assinaturas, propondo a figura do vereador voluntário sem remuneração. Duca, que é candidato a uma vaga no Legislativo pelo PDT, formalizou a entrega na semana passada. Ele recolheu as assinaturas durante dois meses em praça pública e disse ter encontrado ampla receptividade menos dos atuais vereadores, que consideram a campanha demagógica.
Demagógico é político questionar o salário mínimo de R$ 151,00 e receber o que recebe, reage o advogado, filho do ex-deputado federal Edi Siliprandi, que defendia a criação do Estado do Iguaçu a Oeste e Sudoeste do Paraná. O candidato aponta que o gabinete de cada um dos 21 vereadores de Cascavel custa para os cofres públicos aproximadamente R$ 7,5 mil, enquanto o salário de um representante do Legislativo é de R$ 3,16 mil.
Tem gente acostumada a viver da vida pública, afirma, acrescentando que a discussão é de interesse da população, que não se conforma em pagar altos salários para uma maioria de políticos incompetentes ou aproveitadores da coisa pública. A apresentação de proposta de lei de iniciativa popular é prevista na Constituição, mas há dúvidas a respeito de sua legalidade para a remuneração dos vereadores, porque o salário é previsto constitucionalmente.
Duca, no entanto, frisa que se trata de interesse local, o que também é contemplado pela lei maior. Ele afirma que antes do governo Geisel os vereadores brasileiros não recebiam pagamento em Cascavel era assim até a sexta das 11 legislaturas. (P.P.)





