O candidato a prefeito em Cambé, Jefferson Radar (PP), foi detido ontem pela Polícia Civil da cidade com material apócrifo de campanha contra um adversário. O delegado Valdir Abrahão explicou que uma denúncia anônima apontou que Radar estaria distribuindo material calunioso sobre o candidato Adelino Margonar (PMDB). Radar e seu assessor, Nilson Barbosa de Oliveira, foram flagrados no veículo de Oliveira quando trafegavam pela Avenida Brasil, próximo à Catedral de Cambé, com uma caixa de papelão cheia de panfletos com textos de conteúdo calunioso contra o candidato peemedebista.
Radar prestou depoimento na delegacia e foi lavrado um Termo Circunstanciado. Depois, ele foi liberado e vai responder pelo crime de injúria e calúnia, podendo ser condenado a até dois anos de prisão. ''Não gostaria de divulgar o tema dos folhetos para não fazer o mesmo que estavam fazendo'', justificou Abrahão. O carro foi apreendido e só poderá ser liberado pela Justiça.
Radar se defendeu dizendo que foi vítima de uma armação política. ''Deixaram a caixa no nosso comitê para um funcionário'', disse. Ele explicou que tomou conhecimento do teor dos panfletos e estava justamente indo até a delegacia para entregar o material proibido quando foi detido. Radar argumentou que não chamou a polícia até a sua casa porque um candidato a prefeito tem que tomar certos cuidados para não macular a imagem. ''Estou sendo vítima'', reforçou. Ele não quis apontar quem teria feito a armação. ''Pode ser qualquer um dos outros quatro candidatos''.
Adelino Margonar não quis se pronunciar e disse que o advogado é que estava cuidando do caso. O advogado Arnaldo Oliveira Júnior explicou que o material foi todo apreendido e está de posse da Justiça. ''Já havíamos solicitado que a Polícia Federal investigasse a panfletagem. Agora vamos analisar para tomar as medidas cabíveis'', detalhou.
Radar e Margonar são os candidatos mais bem colocados nas pesquisa divulgadas pela imprensa.

mockup