A candidata a prefeita em Londrina Elza Correia (PMDB) afirmou ontem que considerou absurda a decisão de proibir o partido de utilizar o símbolo do catavento na campanha. Anteontem, um oficial de justiça cumpriu mandado de busca e apreensão no comitê da candidata recolhendo todo o material que continha o catavento. O pedido foi do deputado estadual Luiz Antônio Fleury Filho (PTB/SP), que alegou ter o registro do símbolo para campanha política desde 1991.
''Minha advogada entrou com recurso de agravo de instrumento provando que o nosso catavento não tem nada a ver com o registrado pelo Fleury. O dele é uma alusão clara ao mapa e bandeira de São Paulo'', argumentou Elza. Ela comparou ainda que o catavento é um objeto comum e de domínio público, utilizado ''desde antes de Cristo''. Para a candidata, não houve nenhuma irregularidade na campanha. ''Não fomos ouvidos e nem tivemos a oportunidade de mostrar a diferença'', reclamou.
Sobre sua campanha, Elza ponderou que a apreensão do material causou prejuízo. ''Todo o nosso material tem esse catavento. Na reta final, quando a campanha ganha corpo, vem uma ordem como essa. Na nossa avaliação foi um equívoco do juiz'', comentou. Os programas de televisão serão levados ao ar normalmente mas a candidata observou que será colocada uma tarja sobre o símbolo do catavento.

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