Candidata propõe administração com parcerias
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segunda-feira, 02 de agosto de 2004
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Elza Pereira Correia Muller (PMDB) entra na disputa pela Prefeitura de Londrina com a responsabilidade de ser a primeira mulher na história da cidade a postular o cargo máximo do município.
Nascida em Londrina há 56 anos, Elza iniciou sua militância política ainda no movimento estudantil e se filiou ao PCdoB. Na administração do então petista Luiz Eduardo Cheida (PMDB), criou em 1993, a Coordenadoria Especial da Mulher. Em 1996, foi eleita com 3.119 votos para o primeiro mandato como vereadora. Nas eleições municipais de 2000, foi a vereadora mais votada com 8.992 votos. Em 2002, se candidatou à Assembléia Legislativa do Paraná e obteve 38.309 votos, sendo 34.994 só em Londrina. ''A gente está sentindo que há uma receptividade em relação a nossa candidatura porque efetivamente representamos o novo. É a primeira vez que participo de um pleito do Executivo e há uma expectativa da população em relação a uma mulher administrando a cidade de Londrina. Acho isso extremamente positivo e estamos trabalhando duramente para que a gente repita o sucesso das eleições anteriores'', disse a candidata. ''Neste momento houve um chamamento não só do partido mas de alguns setores da sociedade civil, entendendo que era hora de eu participar como candidata a prefeita de Londrina. Então é uma obrigação, uma responsabilidade, um compromisso, mas também não poderia me furtar a dizer que é um sonho, um sonho de quem ama essa cidade'', justificou Elza.
Conforme Elza, um dos diferenciais da campanha será a busca de parcerias com a sociedade em diversos setores. ''Acho que a diferença vai ser a forma de administrar. Uma forma interativa. Tenho visto prefeitos que se dizem 'salvadores da pátria' no assistencialismo, clientelismo, e tenho visto prefeitos que se acham auto-suficientes. Nós vamos ter a humildade necessária para mostrar que não temos condições de governar sozinha, que precisamos interagir com a sociedade, que seremos agregadoras das forças produtivas, que Londrina pode ser um grande pólo de referência para o Brasil na área de produção de medicamentos, de laboratórios'', analisou. ''Não vamos permitir que Joinvile (SC) roube nosso status de terceira maior cidade do Sul do país. Precisamos, nos primeiros dias, conhecer a situação econômica real, concreta da cidade. Não estou pensando em uma obra mirabolante na entrada da cidade com o nome do meu pai, nem um 'elefante branco' no centro de Londrina com o nome da minha mãe. Quero que a população entenda que a maior obra é ela própria, o ser humano, e que eu tenho que investir na sua capacidade de ser feliz, de devolver a ela a auto-estima, de lhe garantir as condições mínimas de uma sobrevivência digna, que é o trabalho, o lazer, a educação, a garantia dos equipamentos sociais.''
A candidata ainda destacou do seu programa de governo, a construção de um teatro municipal e de um centro de convenções. ''Não temos aqui um local que caibam 1,2 mil pessoas. Precisamos dar maior incentivo à utilização das estruturas já existentes. Temos o autódromo, o Moringão, o Estádio do Café. Temos que fazer essas coisas funcionar e acontecer e isso se traduz em movimento no comércio, nos hotéis, nos bares e restaurantes. Temos que incentivar a captação de eventos esportivos, incentivar eventos de turismo de aventura. Estaríamos agregando o turismo, o lazer e a geração de renda'', relatou.
Elza ressaltou também o projeto de construção de restaurantes populares em parceria com o Ceasa. A parceria entre prefeitura e produtores rurais também seria feita para o fornecimento da merenda escolar. ''A merenda escolar também será oriunda da produção dos nossos agricultores, sem agrotóxicos especialmente. Uma merenda de qualidade sem terceirizar, sem comprar de empresas'', explicou.
''Queremos ser a prefeita de Londrina, dos homens e das mulheres. Essa é uma realidade. Se fizermos uma administração de inclusão, isso vai ser extraordinariamente importante para todo mundo. As mulheres são capazes, as mulheres fazem, e contra o conhecimento, contra a informação e contra a competência, não há argumento machista que resista'', finalizou Elza.


