BogotáA candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, continua em poder dos guerrilheiros das FARC que a sequestraram no sábado, no departamento de Caquetá, sul do país, três dias depois de o presidente ter encerrado as negociações de paz com os rebeldes. Ontem, novas ações bélicas foram realizadas por forças militares da Colômbia, sem que se tivesse qualquer indicação sobre o paradeiro da política.
O presidente colombiano, Andrés Pastrana, condenou ontem o sequestro e afirmou que pedirá o apoio da comunidade internacional e de todos os colombianos para lutar contra a prática deste crime ‘‘até que não exista um só colombiano ou estrangeiro nas mãos dos criminosos e longe de seus parentes’’, afirmou.
O presidente declarou que sequestrar membros do Congresso, uma candidata à presidência e reter centenas de colombianos equivale a sequestrar a democracia do país. ‘‘Está provado que, cada vez mais, as FARC querem demonstrar ao mundo sua postura antidemocrática, anticolombiana e terrorista’’, disse Pastrana.
O presidente colombiano acrescentou que o mundo está refém da conduta e das ações dos rebeldes e exigiu a libertação de todos os sequestrados.
NegociaçãoOs guerrilheiros das FARC querem trocar Ingrid Betancourt e outros cinco legisladores que mantêm em cativeiro por dezenas de rebeldes presos na Colômbia, revelou uma fonte do governo que pediu anonimato. Segundo a fonte, a exigência faz parte de um documento enviado por um dos líderes das FARC Joaquín Gómez à sede da Polícia Nacional em Bogotá, cuja autenticidade está sendo verificada.

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