Campos fica com Maia e concorre ao Senado
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quinta-feira, 25 de junho de 1998
Gustavo Alves Agência Estado 
O deputado federal Roberto Campos (PPB-RJ) vai disputar o Senado na chapa do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, candidato do PFL ao governo estadual, e Gilberto Ramos (PPB), candidato a vice. A decisão foi tomada ontem de manhã, em reunião entre Maia, Campos e o presidente do PPB fluminense, deputado federal Francisco Dornelles (PPB-RJ). Campos disse que o resultado de pesquisas do Instituto Gerp, indicando que ele teria votos de fatias consideráveis de eleitores dos outros candidato ao governo, o animou muito.
Dornelles informou que as pesquisas mostram que 19% dos eleitores de Anthony Garotinho, candidato do PDT, votariam em Campos. Em relação aos eleitores do vice-governador Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), o índice chega a 31%, de acordo com o presidente regional do PPB. Meu nome transcende instâncias partidárias e fica em um plano mais ideológico, justifica o deputado, tradicional defensor do liberalismo econômico e considerado uma grande influência intelectual entre a elite econômica e colegas da Câmara.
Campos disse que as pesquisas também lhe revelaram uma surpresa: ele tem mais aceitação entre o público de pouca escolaridade do que entre o de nível superior completo. A razão, para o deputado, pode ser a influência das idéias de esquerda que ele combate no meio acadêmico. Espero que a pesquisa esteja errada, brincou.
Para Dornelles, com a inclusão do deputado na chapa, o risco de perder as eleições é zero. Ao divulgar a notícia, o deputado minimizou o anúncio de que o ex-vice-prefeito de Duque de Caxias, Hydeckel de Freitas, do PPB, vai apoiar Garotinho. O ex-ministro da Indústria e do Comércio afirmou que Hydeckel sequer vai sofrer punição por contrariar a orientação partidária. Ele não é candidato a nada, justificou.
No Senado, Campos pretende continuar tentando aumentar o valor dos royalties que a Petrobras paga ao Rio pela exploração de petróleo - que, como ele lembrou, já foi aumentado para 10% pela nova lei do setor, mas ainda está abaixo da média internacional de 12%.


