São Paulo - Nos Estados, a tendência é que os candidatos do Campo Majoritário enfrentem dificuldades nas eleições dos diretórios regionais. O ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Nilmário Miranda terá a missão de manter a hegemonia do Campo Majoritário no comando do diretório mineiro.
A crise que atingiu o comando nacional derrubou o amplo favoritismo da corrente, que domina o PT de Minas Gerais há pelo menos sete anos. Oito candidatos disputam a presidência. Os principais adversários do ex-ministro são o deputado estadual Durval Ângelo (tendência Tribo) e o prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (tendência Movimento PT).
Os dois já firmaram um acordo de apoio mútuo no caso de uma eventual disputa no segundo turno contra Nilmário. A estratégia dos adversários é ligar Nilmário ex-integrante do primeiro escalão do governo Lula à imagem de representante do grupo de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.
Nilmário conta com o apoio dos principais nomes do partido no Estado: os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.
No Paraná, a possibilidade de segundo turno também é forte. O atual presidente, deputado estadual André Vargas, do Campo Majoritário, tenta a reeleição em Curitiba. O deputado federal Florisvaldo Fier, conhecido como Dr. Rosinha, é um de seus adversários mais fortes.
Na Bahia, deve haver segundo turno entre o candidato do Campo, José Maria Dutra, e, provavelmente, Marcelino Galo (que apóia Valter Pomar) ou Robinson Almeida (que apóia Raul Pont).
Em Pernambuco, ao contrário, a tendência é que o Campo vença a disputa. Com cinco candidatos, a direção regional está sendo disputada, para valer, por dois deles, ambos secretários do prefeito de Recife João Paulo. Dílson Peixoto, secretário municipal de Serviços Públicos, é da tendência Unidade na Luta, que apóia Berzoini, candidato do Campo. Seu adversário é Carlos Padilha, secretário municipal de Habitação e que defende a candidatura de Valter Pomar. Dílson é favorito.
Também no Rio Grande do Sul, o Campo é favorito. Dois candidatos catalisam a preferência dos cerca de 78 mil filiados aptos a votar, mas a escolha deve recair sobre o ex-governador Olívio Dutra, apoiado por quatro das oito chapas, duas delas alinhadas ao Campo Majoritário. Seu principal opositor, o deputado estadual Estilac Xavier, também angaria adesões entre o Campo.
Dutra não diz qual sua preferência na disputa pela presidência nacional, mas não poupa críticas ao Campo, apesar do apoio de chapas alinhadas a esta tendência. ''A maioria do Campo Majoritário errou e seriamente'', avalia.

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