O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), inicia seu segundo mandato praticamente com os mesmos desafios de quando tomou posse pela primeira vez, há quatro anos. No primeiro mandato, algumas importantes obras reivindicadas pela comunidade evoluíram, como a nova Santa Casa e a nova rodoviária, mas ainda tiram o sono da administração.
No caso da rodoviária, Tezelli conseguiu concluir a obra em junho do ano passado, mas ela ainda não entrou em funcionamento. O prefeito quer terceirizar a administração do terminal para evitar novos gastos, mas já se queixa do desgaste político de uma obra que está sem uso há seis meses. ‘‘Colocar a nova rodoviária em funcionamento é uma das prioridades para este primeiro semestre’’, garante.
A nova Santa Casa ficou pronta após 11 anos do início as obras. Mas somente neste mês deve ser aberta a licitação para a compra dos equipamentos do hospital, que possui 100 leitos. O governo federal já liberou R$ 2 milhões para as compras, mas o prefeito terá que lutar por mais recursos.
A construção do anel viário, iniciada em 1993 e paralisada há quase dois anos, pode ser concluída a partir deste mês, segundo promessa pela Viapar (concessionária do lote 2 do Anel de Integração).
O asfalto da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, é outro problema. O orçamento da União para este ano prevê mais R$ 30 milhões para a conclusão das obras, iniciadas há quase 15 anos. Mas como o que é previsto no orçamento nem sempre é liberado, Tezelli terá que continuar empenhado.
O prefeito também terá que se esforçar na luta por novos cursos na Faculdade Estadual. E promete continuar dando prioridade aos projetos de desfavelamento. No primeiro mandato, ele conseguiu substituir barracos de várias favelas. Mas a maior, São Francisco de Assis, com mais de 300 barracos, continua intacta.

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