Campo de prisioneiros será reativado
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sexta-feira, 05 de abril de 2002
France Presse 
Soldados israelenses montam cerca de arames no campo que recerá prisioneiros palestinos, no deserto de Neguev
Jerusalém O Exército de Israel está disposto a reabrir um importante campo de internação no deserto de Neguev, que funcionou durante a primeira Intifada, para abrigar os presos palestinos. Há preparativos em andamento para a reabertura do campo de Kseiot, acrescentaram fontes do governo israelense.
Durante a primeira Intifada (1987-1993), milhares de palestinos foram internados nesse campo, uma cidade de alambrados batizada de Ansar 3, em referência a duas antigas prisões israelenses: Ansar 1, no Sul do Líbano, e Ansar 2, em Gaza. Os últimos prisioneiros de Ansar 3 foram libertados depois dos acordos de Oslo, entre israelenses e palestinos. O campo de Kseiot fica 60 quilômetros a sudoeste da cidade de Bersheba.
Basílica Um sacerdote franciscano de Belém, Sabbara Amjad, afirmou ontem que os religiosos no interior da Basílica da Natividade, em Belém, não são reféns de militantes palestinos armados que se refugiaram no complexo religioso, cercado pelo Exército israelense.
Não é verdade. Não somos reféns, declarou o religioso ao enviado especial da rádio francesa France Info, que conseguiu conversar com ele por telefone. Quinta-feira, um porta-voz do Exército israelense, o coronel Marcel Aviv, informou que ativistas palestinos no interior da Basílica haviam tomado cristãos como reféns, depois que as tropas do Estado hebreu ocuparam a cidade de Belém, na terça-feira.


