Campinas sepulta prefeito assassinado
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terça-feira, 11 de setembro de 2001
Agência Folha 
Mais de 100 mil pessoas acompanharam ontem o enterro do prefeito de Campinas (SP), Antonio da Costa Santos (PT), de 49 anos, que era arquiteto e urbanista, e professor universitário. ''Toninho do PT'', foi assassinado por volta das 22h20 de anteontem com dois tiros nas costas, dentro de seu carro, na Avenida Projetada, na Vila Brandina. Ele saía do Shopping Iguatemi e seguia em direção à Rodovia D. Pedro I, caminho que fazia todas as segundas-feiras para seguir até sua casa, no Jardim Notre Dame, em Sousas. Apesar de aconselhado por amigos, Toninho não andava com seguranças.
Estiveram presentes no velório e no enterro o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), o pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal do PT José Genoino, o deputado federal e presidente nacional licenciado do PT, José Dirceu, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), o cardeal de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns, entre outros.
O delegado Marcos Manfrim, do 4º DP, trabalha com duas hipóteses: assassinato premeditado ou assalto. Já o comandante da PM de Campinas, Reinado Pinheiro Silva, disse que não se pode levantar uma tese sobre o caso, pois não há testemunhas. Nenhum objeto foi roubado do carro, segundo o comandante.
O senador Eduardo Suplicy (PT), que esteve em Campinas anteontem à tarde para uma série de palestras, disse que o prefeito teria comentado sobre a hipótese de sua morte. Segundo Suplicy, Toninho teria dito à vice-prefeita Izalene Tiene: ''Se acontecer alguma coisa comigo, você será a primeira prefeita da história de Campinas''. A vice tomou posse ontem mesmo.
Um suspeito foi preso às 6 horas de ontem, após denúncia anônima. Ele foi interrogado e liberado à tarde por falta de provas. Até as 18h30, a polícia não tinha pistas dos suspeitos. As investigações foram acompanhadas pelo secretário de Estado da Segurança, Marco Vinicio Petreluzzi.
A gestão de Toninho foi marcada pelo enfrentamento com empresas prestadoras de serviços públicos e até com aliados da campanha. A maior polêmica envolveu um contrato de R$ 133,5 milhões firmado pelo ex-prefeito Francisco Amaral (PPB) com o consórcio Ecocamp para a prestação de serviços de limpeza pública. Quando Amaral anunciou o contrato, no final da sua gestão, Toninho, já eleito, tentou anulá-lo na Justiça. Em julho, ele anunciou o resultado de um acordo que reduziu o valor do contrato em R$ 40 milhões.


