Campinas parou para acompanhar o depoimento
Agência Estado
De Campinas
O depoimento do legista Badan Palhares monopolizou as atenções da população em Campinas, onde o perito reside. Pela televisão ou pelo rádio, os moradores acompanharam o interrogatório como se fosse o último capítulo de uma novela. Até as primeiras quatro horas de depoimento, a impressão geral era de que Badan demonstrava segurança e estava se saindo bem.
No Restaurante Rosário, um dos mais tradicionais, localizado no centro da cidade, os fregueses acompanharam o depoimento por quatro aparelhos de televisão. Se precisar, vamos usar um telão, disse o proprietário do estabelecimento, Marco Antonio Pires de Assis. A casa, que tem capacidade para 250 lugares, ficou lotada na hora do almoço, pouco depois do início do depoimento.
Acredito nele, disse o engenheiro Edmundo Veloso, referindo-se a Badan Palhares. Mesmo depois de almoçar ele permanecia no local acompanhando o debate. Até agora, eles (os deputatos da CPI) falaram muito e não provaram nada, afirmou o metalúrgico Alvaro Garcia. Essa CPI também vai acabar em pizza, disparou.
No ponto de táxi da Praça Guilherme de Almeida, no centro financeiro da cidade, todos os motoristas e engraxates acompanhavam o depoimento pelo rádio. Acho que ele (Badan) sairá preso da CPI, apostou o taxista Ivan Rodrigues. A única exceção era o engraxate Antonio de Castro. Quero saber o que vai acontecer com a Ponte Preta depois da derrota para o São Paulo, disse.





