O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, ficou indignado ontem – e riu da hipótese levantada pela CPI da Telefonia de que o Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, poderia estar monitorando ligações de veículos de comunicação.
‘‘É simplesmente ridículo. O governo do Estado não tem condições de gravar conversas da imprensa no Paraná inteiro. Não temos a infra-estrutura que uma operadora telefônica teria para fazer isso’’, rebateu.
Campêlo classificou as fitas encaminhadas anonimamente ao presidente da CPI da Telefonia, Tony Garcia (PPB), como ‘‘uma barbaridade’’. Segundo o secretário, ‘‘o governador Jaime Lerner (PFL) jamais permitiria uma coisa dessas’’, garantiu.
Para Campêlo, as denúncias de grampo telefônico têm a intenção de desmoralizar o governo. ‘‘Parece provocação, uma tentativa de jogar a imprensa contra o governo’’, reclamou. Campêlo afirmou que não adianta ficar pinçando informações por meio de escutas clandestinas. ‘‘Quem quiser monitorar a imprensa, é só comprar o jornal no dia seguinte’’, emendou.
O líder do governo, deputado Durval Amaral (PFL), ouvido ontem pela Folha, demonstrou que está muito bem afinado com o discurso do Palácio do Iguaçu para o caso.
O deputado também sustenta que as denúncias de grampos, como havia afirmado o secretário Gerson Guelmann, devem ser investigadas unicamente na esfera policial. Amaral defende que a comissão na Assembléia tem que se ocupar das apurações das denúncias feitas por usuários da telefonia fixa e móvel. (M.D.)

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