Já é tradição na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a realização de uma campanha, em ano de eleição, pelo voto consciente. A desse ano deve começar em março com a distribuição nacional de cartilhas sobre o tema. ''Esta é a quarta edição desse trabalho. As cartilhas são enviadas para as paróquias e são utilizadas para que se discuta como o cristão deve proceder em ano eleitoral'', explica o secretário executivo da CNBB - Região Sul II, padre Carlos Alberto Chiquim.
A entidade também quer incentivar os comitês contra a corrupção a continuar a mobilização contra a corrupção eleitoral e pela aprovação do projeto de lei dos fichas limpas - que prevê que candidatos com condenações judiciais em primeira instância sejam barrados nas eleições. Mesmo sem a aprovação do texto no Congresso, a CNBB defende que o eleitor aplique a regra aos candidatos dessa eleição. ''Nos recomendamos que a pessoa fique atenta aos candidatos da sua região'', diz.
O voto consciente também é alvo de uma campanha a ser realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Paraná (OAB-PR), adianta o presidente da Ordem, José Lúcio Glomb. ''É pelo voto que podemos assumir nossas responsabilidades'', defende. ''A eleição é um momento ímpar que temos atuar como cidadão.''
A Ordem também deve organizar debates com os candidatos ao governo e ao senado. Esses eventos serão direcionados para advogados de todo o Estado. Além disso a entidade se coloca como observadora do processo eleitoral. ''É uma instituição que tem uma opinião abalizada. Em Brasília, foi só depois da atuação da OAB que o processo contra o governador evoluiu'', conta. (R.C.F.).

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