O líder tucano na Câmara, Jutahy Júnior (BA), diz que caberá ao candidato do PSDB à presidência da República consolidar conquistas como a estabilidade da moeda e o ajuste das contas públicas, avançando no crescimento da economia para reduzir a insegurança da população em relação ao futuro. ''O grande pânico do povo, em decorrência da crise, é o de perder a capacidade do próprio sustento, o que só desaparecerá se apontarmos um cenário de crescimento'', diz Jutahy.
Aécio Neves é um dos que defende a tese de que as relações internacionais movem o mundo e que o candidato do PSDB terá a seu favor sua capacidade experimentada de enfrentar crises. ''Administramos com sucesso crises graves que abalaram o mundo e temos outra grande pela frente'', completa o presidente da Câmara, ao salientar que a guerra que os Estados Unidos começaram contra o terrorismo será longa e não terminará no ano que vem.
Os tucanos apostam que o cenário de crise favorece o governo na eleição presidencial. ''Não necessariamente'', adverte o cientista político Antonio Lavareda. Embora a tese tenha valido na disputa entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 98, após a crise da Rússia, a crise econômica não garantiu a reeleição do presidente George Bush, no embate contra Bill Clinton, então governador de um estado periférico nos EUA.
Segundo Lavareda, o exemplo norte-americano serve para lembrar que o resultado das urnas também dependerá da cota de responsabilidade pela crise que o eleitorado atribuirá ao presidente Fernando Henrique. (AE)

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