Campanha petista também é acusada
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quarta-feira, 27 de outubro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Se funcionários da prefeitura reclamam da pressão que sofrem para apoiar Beto, no governo estadual é o candidato Angelo Vanhoni (PT) que é empurrado goela abaixo de alguns servidores. No governo, a pressão sobre os funcionários concursados não é tão forte: porém, os que estão em cargos de confiança são frequentemente chamados a trabalhar na campanha do petista.
A participação dos servidores em cargo de comissão na campanha acaba se tornando quase compulsória devido à adesão assumida de vários secretários do governo a campanha de Vanhoni. Além do próprio governador Roberto Requião (PMDB) ter se licenciado para participar da campanha, várias reuniões já foram feitas com membros do primeiro escalão nas quais Requião pediu empenho dos secretários estaduais na campanha de Vanhoni.
O site de Beto Richa ontem ia mais longe nas acusações: de acordo com o site, que reproduziu uma notícia de outra página da Internet, o governo estaria disponibilizando a estrutura da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). O candidato também chegou a anunciar a intenção de processar Requião e Vanhoni por abuso de poder econômico, mas o comitê de Beto informou que a ação só seria protocolada hoje à tarde. O teor da ação não foi divulgado.
Segundo o secretário de Educação licenciado Maurício Requião, que também é um dos coordenadores da campanha de Vanhoni, a participação dos funcionários com cargos de comissão em campanha é normal. ''Noventa por cento dos comissionados são filiados aos partidos que integram a base de apoio do governo, e por coneguinte a do Vanhoni. Eles trabalham na campanha por serem militantes. Os cargos de confiança são preenchidos por critérios políticos e é natural que eles trabalhem na campanha'', registrou Maurício.
O secretário licenciado também negou as acusações de que a estrutura do governo estaria sendo utilizada a favor de Vanhoni. ''Essa acusação é ridícula. Nós respeitamos a liberdade de votos dos servidores, mas estamos orientando até mesmo para que não sejam colocadas propagandas dos candidatos nas mesas e materiais de uso público. A separação entre o governo e a campanha é bem clara'', afirmou o secretário.


