Campanha nas ruas está mais pobre e tranquila
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sábado, 21 de setembro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
A duas semanas das eleições, o londrinense está conferindo uma campanha diferente nas ruas. Poucos cartazes, contáveis cabos eleitorais em bem selecionadas esquinas da cidade e quase nada dos conhecidos ''santinhos'' nas ruas.
''Essa campanha está muito esquisita. Está com poder de fogo nas ruas muito pequeno.'' A avaliação é de Wilson Battini, que há 25 anos trabalha na coordenação de campanhas eleitorais. ''Se os candidatos tivessem dinheiro, a campanha estava mais presente. A campanha é muito cara'', avaliou. ''Além do mais, quando passam os caminhões de som, as pessoas criticam muito. Esse tipo de ostentação não conta nada, o povo leva muito em consideração de onde vem o dinheiro.''
Conforme o proprietário de uma gráfica, que pediu para não ser identificado, a falta de dinheiro é que está diferenciando essa campanha das eleições de 1998. ''Estamos fazendo material somente para um candidato. Em 98, tinha muito mais recursos e o empresariado está soltando muito menos dinheiro'', afirmou.
Para o promotor da 42 Zona Eleitoral, Antonio Winckert de Souza, o diferencial dessa campanha é a conscientização dos candidatos e eleitores. ''O ponto positivo é que temos verificado que não há propaganda em postes, comparativamente em outras eleições'', observou.
''O que parece é que os candidatos estão mais conscientes com relação a limpeza, até porque o eleitor repudiaria os candidatos que costumam sujar a cidade com propagandas exageradas'', afirmou Winckert. Atualmente, o Ministério Público apura cinco denúncias de supostos crimes eleitorais. '' Em 98, em Londrina, tivemos mais problemas'', comparou o promotor.
O juiz da 191 Zona Eleitoral, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, também acredita que a tendência é que a campanha nas ruas fique mais tranquila. ''O processo democrático não deixa de ser educativo e, com o decorrer do tempo, os eleitores, candidatos e partidos tendem a se conscientizar. Não são os excessos que vão fazer com que a opinião do eleitor seja formada, o descumprimento da legislação funciona como contra-propaganda.''


