Campanha na Ucrânia acaba com assassinato
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sábado, 30 de março de 2002
Agência EFE 
KievUm dos candidatos ao Parlamento nas eleições de hoje foi assassinado sexta-feira à noite na cidade de Ivano-Frankovsk, no oeste da Ucrânia, informaram ontem as autoridades locais. Mikola Shkriblak, vice-governador da região de Ivano-Frankovsk e candidato à Verjovnaya Rada (Conselho Supremo ou Parlamento unicameral) pelo Partido Social Democrata, do qual era secretário local, foi crivado de balas por desconhecidos na porta de sua casa.
É um assassinato político encomendado, disse o procurador da cidade, Yuri Yurchenko, depois de abrir uma investigação por terrorismo.
O governador de Ivano-Frankovsk, Mijaíl Vishvoniuk, afirmou que o homicídio está relacionado com a luta eleitoral.
Shkriblak, que morreu depois de receber nove tiros nas costas, era favorito para conquistar uma cadeira da Rada em uma das circunscrições locais de mandato único.
O assassinato do candidato acontece pouco depois do fim oficial de uma tempestuosa campanha eleitoral marcada por denúncias de fraude, pressões à imprensa e cruzamentos de acusações entre os partidos rivais e entre o poder e a oposição.
Um total de 33 partidos aspiram às 450 cadeiras do Parlamento deste país de 50,8 milhões de habitantes e 603.700 quilômetros quadrados.
As pesquisas dão a vitória à oposição liberal do Nossa Ucrânia do ex-primeiro-ministro Víctor Yushchenko , seguido do Partido Comunista e do Por uma Ucrânia Unida, leal ao presidente Leonid Kuchma.
O presidente da Comissão Eleitoral Central, Mijaíl Riabets, anunciou que no país há 36.940.744 eleitores, mas não pôde explicar por que esta cifra é inferior em mais de 700.000 pessoas às registradas durante as eleições presidenciais de 1999.
No total, 6.993 candidatos disputam as 450 cadeiras da Verjovnaya Rada, sendo que a metade é distribuída por listas de partidos e a outra metade em circunscrições de mandato único.
As eleições serão supervisionadas por quase mil observadores internacionais.


