KievUm dos candidatos ao Parlamento nas eleições de hoje foi assassinado sexta-feira à noite na cidade de Ivano-Frankovsk, no oeste da Ucrânia, informaram ontem as autoridades locais. Mikola Shkriblak, vice-governador da região de Ivano-Frankovsk e candidato à Verjovnaya Rada (Conselho Supremo ou Parlamento unicameral) pelo Partido Social Democrata, do qual era secretário local, foi crivado de balas por desconhecidos na porta de sua casa.
‘‘É um assassinato político encomendado’’, disse o procurador da cidade, Yuri Yurchenko, depois de abrir uma investigação por ‘‘terrorismo’’.
O governador de Ivano-Frankovsk, Mijaíl Vishvoniuk, afirmou que o homicídio ‘‘está relacionado com a luta eleitoral’’.
Shkriblak, que morreu depois de receber nove tiros nas costas, era favorito para conquistar uma cadeira da Rada em uma das circunscrições locais de mandato único.
O assassinato do candidato acontece pouco depois do fim oficial de uma tempestuosa campanha eleitoral marcada por denúncias de fraude, pressões à imprensa e cruzamentos de acusações entre os partidos rivais e entre o poder e a oposição.
Um total de 33 partidos aspiram às 450 cadeiras do Parlamento deste país de 50,8 milhões de habitantes e 603.700 quilômetros quadrados.
As pesquisas dão a vitória à oposição liberal do ‘‘Nossa Ucrânia’’ – do ex-primeiro-ministro Víctor Yushchenko –, seguido do Partido Comunista e do ‘‘Por uma Ucrânia Unida’’, leal ao presidente Leonid Kuchma.
O presidente da Comissão Eleitoral Central, Mijaíl Riabets, anunciou que no país há 36.940.744 eleitores, mas não pôde explicar por que esta cifra é inferior em mais de 700.000 pessoas às registradas durante as eleições presidenciais de 1999.
No total, 6.993 candidatos disputam as 450 cadeiras da Verjovnaya Rada, sendo que a metade é distribuída por listas de partidos e a outra metade em circunscrições de mandato único.
As eleições serão supervisionadas por quase mil observadores internacionais.

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