Campanha na TV termina em tom otimista
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quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O otimismo ante a possibilidade de participação no segundo turno e os agradecimentos aos eleitores deram o tom ontem ao último dia dos prefeituráveis de Londrina no horário eleitoral gratuito na TV. O encerramento é hoje, também em rádio, com a apresentação dos candidatos às 18 vagas da Câmara, depois de um mês e meio de veiculação alternada, seis dias por semana.
Dois dos oito candidatos não puderam aproveitar todo o tempo disponível, já que foram alvos de liminares concedidas ainda na parte da manhã pelo juiz auxiliar da 42 Zona Eleitoral, Alberto Junior Veloso. Em duas delas, o PV, de Naudemar Nascimento, perdeu um minuto e 26 segundos para a coligação Bem Londrina, do candidato à reeleição Nedson Micheleti (PT), na faixa das 13 horas, e um minuto na faixa das 20 horas para a coligação A Vitória do Povo, de Antonio Belinati (PSL). Em ambos os casos, o juiz considerou não só o conteúdo do programa do horário eleitoral (queixa do PSL), como também o das inserções. Nesse caso, o PT reclamou da associação feita pelo PV entre o partido e o deputado federal José Janene, do PP (partido coligado ao de Belinati).
As liminares da 42 Zona Eleitoral atingiram também o deputado federal Alex Canziani, que disputa a Prefeitura pelo PTB. A coligação Londrina Muda Pra Melhor seria suspensa em dois minutos e 40 segundos (dividos à tarde e à noite) graças ao recurso ingressado pela Londrina Melhor, de Luiz Carlos Hauly (PSDB). O grupo tucano havia reclamado de imagens de Hauly no debate da Tarobá, as quais teriam sido veiculadas no programa petebista de forma a ridicularizar o adversário.
A advogada do PTB, Michele Bazo, disse ontem que a sigla havia ingressado agravo junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para cancelar a suspensão do programa das 20h30. ''O tempo e o argumento não batem: não só usamos 20 segundos de imagens, como também não ridicularizamos ninguém'', afirmou. A reversão da decisão de Londrina foi confirmada à noite por outro advogado dos petebistas, Maurício Carneiro.
À exceção das suspensões determinadas pela Justiça, o restante do último dia quase não viu as críticas que se fizeram presentes nas últimas semanas. Algumas poucas foram direcionadas a Nedson, no horário de Hauly, e a ''administrações passadas'', nas palavras da candidata Elza Correia (PMDB). Na conversa com o telespecador, Elza defendeu o voto de 3 de outubro como a chance ''para vencer a quadrilha de corruptos'' que ''dilapidou e saqueou o patrimônio público de Londrina''. Já o tucano destacou os apoios do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do senador Álvaro Dias e do vereador Beto Scaff (PFL).
Trajando um jaleco com o logo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde é professor, Félix Ribeiro (PMN) voltou esforços à apresentação do próprio currículo na área odontológica e se lembrou de profissões mais simples exercidas durante a juventude de servente de pedreiro a professor da zona rural. Rouco, Barbosa Neto (PDT) pediu o voto do eleitor em tarefa na qual foi ajudado pela mãe e pelo vice na chapa, Francisco Galli.
A exemplo do que foi feito durante todo o horário eleitoral, o ex-prefeito Antonio Belinati (PSL) discursou as promessas para um eventual quarto mandato e pediu a ajuda, nas urnas, dos eleitores ainda indecisos. Nedson mesclou o depoimento dele com as imagens de rua da campanha, de fotos antigas como comerciário e, ao final, desfilou uma sequência de frases de apoio à candidatura ditas por autoridades religiosas entre os quais um frei, dois padres e o presidente do Conselho de Pastores de Londrina, pastor Edson de Oliveira Filho.
Além do fim do horário eleitoral, hoje é também o prazo final para que os candidatos participem de comícios, showmícios, reuniões públicas ou debates nos meios de comunicação. Entretanto, a propaganda de rua mediante alto-falantes e amplificadores de som, bem como a promoção de carreatas e distribuição de material de campanha, poderá ser feita até o sábado, véspera do pleito.


