Campanha movimenta o Calçadão
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de agosto de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Candidatos a vereador e cabos eleitorais movimentaram o Calçadão de Londrina na manhã de ontem. Adesivos, jornais e santinhos das mais diversas siglas eram distribuídos aos pedestres, que também ouviam músicas nacionais e jingles de campanha. Entre os candidatos a prefeito, apenas o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), da coligação ''Londrina Melhor'', utilizou o espaço como palanque junto com o candidato a vice, Éder Pimenta (PSB).
''Venho sempre uma vez por semana aqui no Calçadão. É uma manuntenção do trabalho que a gente faz'', declarou o deputado. O contato com a população, segundo o candidato, é também um termômetro da aceitação dos eleitores com sua candidatura. ''Sinto que estou bem posicionado nesse contato'', completou. Durante a entrevista, o candidato foi interrompido várias vezes por eleitores com apertos de mão e incentivos. Entretanto, nem todos eram afáveis, tento casos de agressões verbais. ''É da natureza humana. O candidato tem que estar preparado emocionalmente, senão não passa nem pelo primeiro problema'', observou Hauly. Ele contabilizou que cumprimenta cerca de 2 mil pessoas por dia, sendo hostilizado apenas por dois ou três.
Esse prévio aquecimento na campanha de rua na cidade já é percebido pelos eleitores. George Hasegawa, 70 anos, ainda não sabe se vai votar, mas destacou que de nada adianta o candidato passear pelas ruas cumprimentando e distribuindo folhetos quando a pessoa já tem seu voto definido. ''Não faz muita diferença. Infelizmente a maioria já se decidiu'', disse, baseado nos resultados das pesquisas veiculadas na imprensa.
O agente penitenciário José Carlos Diorio, 48 anos, apontou que acha importante o contato dos candidatos com a população. ''É válido, mas eu me decido mesmo só conhecendo as propostas. Aqui é só para enfeite'', comparou.
Para o casal Simone e Elton Belido, 21 e 28 anos respectivamente, o contato não influencia o voto, mas é válido. ''Achei bom porque sempre dá um esclarecimento para o povo e valoriza o ego do eleitor. Mas a gente sabe que é só por causa da campanha'', destacou Elton. Ele disse escolher seu candidato baseado no conhecimento anterior e também das pessoas que convive. ''Os meios de comunicação não me influenciam'', contou. Já Simone prefere prestar atenção aos programas políticos para analisar os candidatos e se decidir.


