A uma semana da eleição, o clima de campanha agitou ontem o centro de Curitiba. Os partidos concentraram suas ações no trecho da Boca Maldita, onde costumeiramente se reúnem intelectuais e artistas, além do elevado número de pessoas que transitam pela Rua XV de Novembro. O material de propaganda, como faixas, botons, adesivos e panfletos era farto. Dificilmente uma pessoa que passou por ali ficou sem exibir sua preferência política.
O trabalho de convencimento dos eleitores era agressivo. Os cabos eleitorais abordavam as pessoas tentando convencê-las a optar por seus candidatos que ‘‘eram os melhores para a cidade’’. A movimentação dos cabos eleitorais era animada pelos sistemas de som dos partidos dos dois candidatos que estão disputando o segundo turno. Trios elétricos, caixas de som, carros de simpatizantes e até bicicletas com adornos tentavam atrair a atenção do eleitor.
O torneiro mecânico Álvaro Cesar, que estava passeando com a família, disse que o clima era de festa. Para ele, as manifestações são democráticas e dão um indício de que o trabalho de boca-de-urna será forte na próxima semana. O dentista José Pinto também não se mostrava incomodado com o clima de campanha. Ele disse que já trabalhou na Europa e isso lá é muito comum. ‘‘Se não agredir a democracia, cada um tem o direito de se expressar como quiser’’, resumiu.
O desempregado Leopoldo Viana notou a diferença entre os dois candidatos. Segundo ele, o PFL trabalhou com cabos eleitorais, enquanto o PT contou com a militância.

mockup