Com o final das eleições, as duas coligações que disputaram o segundo turno em Londrina já começaram a fechar o balanço. O prazo final para prestação de contas à Justiça Eleitoral é 29 de novembro. Mesmo sem os números finais, o discurso dos coordenadores financeiros é o mesmo: a campanha foi de economia.
Na Coligação Compromisso com Londrina, do prefeito eleito Nedson Micheleti (PT), a estimativa é que os gastos ficaram entre R$ 150 mil e R$ 180 mil. O dinheiro veio de pequenas doações, ao longo da corrida eleitoral. ‘‘A criatividade proporcionou uma campanha barata. Importava a campanha na rua e a gente uso mecanismos de mobilização’’, explicou o presidente do diretório local do PT, Jacks Dias.
Segundo ele, o programa de televisão foi o que mais consumiu recursos. ‘‘Inclusive foram as únicas contratações que fizemos’’, afirmou. Jacks acrescentou que a coligação utilizou apenas três tipos de materiais durante a campanha: adesivos de carro, adesivos de peito e material impresso. Nenhum comício foi feito.
Na Coligação Renasce Londrina, do candidato Barbosa Neto (PDT), a coordenação financeira ficou nas mãos do candidato a vice, Assad Jannani (PPB). Segundo ele, o total dos custos da campanha ficou entre R$ 530 mil e R$ 540 mil – valor distante do teto informado à Justiça Eleitoral, de R$ 3 milhões.
Assim como no PT, os programas de televisão representaram os maiores custos da campanha de Barbosa – cerca de 60%. Em seguida, vieram os comícios. ‘‘Fizemos 178 comícios nos dois turnos’’, disse. Ele acrecentou que a maior parte dos custos está sendo financiada com a rifa de um carro, que corre no dia 23 de dezembro. São 10 mil números vendidos a R$ 50,00. ‘‘Mas o que sobrar vamos ter que pagar com recursos próprios. Tanto que já coloquei um apartamento à venda.’’
Para quem concorreu no primeiro turno, o prazo para a entrega da prestação de contas termina hoje, às 17 horas. Segundo a chefe do cartório da 41ª zona eleitoral, Rosa Maccagnan, até ontem apenas 5% dos 335 candidatos a vereador e prefeito se adiantaram ao prazo. Os candidatos que não declararem os gastos ou que tiverem irregularidades na contabilidade podem se tornar inelegíveis por prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

mockup