Campanha foi econômica, afirmam os coordenadores
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segunda-feira, 30 de outubro de 2000
Lúcio Horta e Cristiane Oya De Londrina 
Com o final das eleições, as duas coligações que disputaram o segundo turno em Londrina já começaram a fechar o balanço. O prazo final para prestação de contas à Justiça Eleitoral é 29 de novembro. Mesmo sem os números finais, o discurso dos coordenadores financeiros é o mesmo: a campanha foi de economia.
Na Coligação Compromisso com Londrina, do prefeito eleito Nedson Micheleti (PT), a estimativa é que os gastos ficaram entre R$ 150 mil e R$ 180 mil. O dinheiro veio de pequenas doações, ao longo da corrida eleitoral. A criatividade proporcionou uma campanha barata. Importava a campanha na rua e a gente uso mecanismos de mobilização, explicou o presidente do diretório local do PT, Jacks Dias.
Segundo ele, o programa de televisão foi o que mais consumiu recursos. Inclusive foram as únicas contratações que fizemos, afirmou. Jacks acrescentou que a coligação utilizou apenas três tipos de materiais durante a campanha: adesivos de carro, adesivos de peito e material impresso. Nenhum comício foi feito.
Na Coligação Renasce Londrina, do candidato Barbosa Neto (PDT), a coordenação financeira ficou nas mãos do candidato a vice, Assad Jannani (PPB). Segundo ele, o total dos custos da campanha ficou entre R$ 530 mil e R$ 540 mil valor distante do teto informado à Justiça Eleitoral, de R$ 3 milhões.
Assim como no PT, os programas de televisão representaram os maiores custos da campanha de Barbosa cerca de 60%. Em seguida, vieram os comícios. Fizemos 178 comícios nos dois turnos, disse. Ele acrecentou que a maior parte dos custos está sendo financiada com a rifa de um carro, que corre no dia 23 de dezembro. São 10 mil números vendidos a R$ 50,00. Mas o que sobrar vamos ter que pagar com recursos próprios. Tanto que já coloquei um apartamento à venda.
Para quem concorreu no primeiro turno, o prazo para a entrega da prestação de contas termina hoje, às 17 horas. Segundo a chefe do cartório da 41ª zona eleitoral, Rosa Maccagnan, até ontem apenas 5% dos 335 candidatos a vereador e prefeito se adiantaram ao prazo. Os candidatos que não declararem os gastos ou que tiverem irregularidades na contabilidade podem se tornar inelegíveis por prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


