São Paulo - Apenas 13 dos 24 candidatos do PT que disputarão eleições em segundo turno para prefeito participaram ontem da reunião da executiva nacional do partido, em São Paulo, para definir a estratégia nacional a ser adotada nessa fase da campanha. Alguns dos principais candidatos, como Marta Suplicy (São Paulo), Ângelo Vanhoni (Curitiba), João Coser (Vitória) e Lindberg Farias (Nova Iguaçu) preferiram se dedicar à campanha, enviando representantes aos encontros.
Marta enviou seu coordenador de campanha, o deputado estadual Ítalo Cardoso, para participar do encontro. O esvaziamento da reunião fez com que sua duração fosse reduzida pela metade, atendendo ao pedido dos prefeitos que compareceram, que desejavam voltar rapidamente para as suas cidades.
No encontro, o presidente do PT, José Genoino, comemorou a vitória no primeiro turno, quando o partido foi o campeão nacional de votos, elegeu prefeitos em seis capitais e colocou 24 candidatos nas disputas do segundo turno. Na avaliação, Genoino reconheceu que a recuperação econômica do País e a boa avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram decisivas.
''Vencemos nesse primeiro turno por causa do sucesso de nossas experiências administrativas e pelo clima tranquilo da economia. O presidente Lula continua sendo nosso eleitor número um'', afirmou Genoino, na abertura do encontro, sendo seguido por uma leitura dos números da eleição feita pelo secretário-geral do partido, Silvio Pereira.
No encontro, os petistas decidiram priorizar os aliados na política em acordos para o segundo turno, especialmente nas cidades onde o PT ficou de fora da disputa. Mas Genoino admitiu abrir exceções em alguns casos específicos, para composições até com adversários como o PSDB. ''Os aliados terão preferência. Mas, por exemplo, estamos estudando uma composição com o PSDB no segundo turno em Teresina. Mas a prioridade será para os aliados'', enfatizou.

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