A campanha em defesa do Banestado chegou ao interior do Estado. Na manhã de ontem, em uma reunião da Associação dos Municípios do Campos Gerais (AMCG), em Piraí do Sul, a 70 quilômetros de Ponta Grossa, integrantes do ‘‘Comitê de Defesa do Banestado’’ pediram aos prefeitos da região que apóiem a campanha contra a privatização do banco.
Zinara Morcet de Andrade Nascimento, que faz parte do Conselho de Administração do Banestado, alertou para os problemas que a privatização do Banestado pode trazer aos pequenos municípios do Paraná. Ela apresentou aos prefeitos um relatório detalhado sobre as agências que podem vir a ser fechadas com a privatização.
De acordo com Zinara, se a privatização for aprovada pela Assembléia Legislativa e pelo Banco Central, muitos municípios, que contam apenas com o Banestado para seus serviços bancários, poderão ficar sem atendimento. Zinara também contestou os números oficiais, dizendo que para sanear o Banestado não serão precisos R$ 2,6 bilhões, mas sim R$ 1 bilhão.
Outra preocupação do comitê está relacionada ao processo de demissões. ‘‘A tendência, levando-se em consideração o processo de privatização de outros bancos, é que sejam demitidos pelo menos 40% dos funcionários’’, disse a dirigente. Hoje o Banestado possui pouco mais de 10 mil funcionários em todo o País.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, disse ontem em Curitiba que a lei da privatização ainda não está pronta para ser encaminhada à Assembléia. O aval dos deputados é pré-requisito para a consumação do processo. Gionédis informou ainda que vai aguardar o retorno do presidente da Casa, deputado Aníbal Khury (PFL), que embarca nesta segunda-feira para Baltimore, nos Estados Unidos. Ele vai fazer um check-up na sua visão e também vai ao Vaticano assistir à cerimônia de beatificação do padre Hardine Kassab. O padre pertenceu à família da mãe do deputado, Wádia Kassab Khury. (Colaborou Leandro Donatti)

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