Campanha em Alagoas apela para baixaria
São Paulo - Os eleitores de Alagoas, principalmente os que moram em Maceió, assistem a uma campanha ao governo estadual recheada de ofensas pessoais, brigas judiciais e até investigações policiais.
Na segunda-feira, o Tribunal Regional Eleitoral determinou a retirada do ar de uma propaganda de Fernando Collor (PRTB), candidato ao governo do Estado, em que é destacada a expressão ''nem por um cacete'', dita pelo governador Ronaldo Lessa (PSB), que é candidato à reeleição.
A censura à propaganda atende a liminar impetrada por Lessa. A representação pede direito de resposta dentro do horário de Collor.
A defesa de Lessa alega que a propaganda de Collor -levada ao ar na semana retrasada-, de ''forma grosseira e desleal'', degrada a imagem e ridiculariza o candidato do PSB ao governo.
A expressão foi dita por Lessa durante um comício de campanha no município de Cajueiro (66 km de Maceió), no dia 29 do mês passado.
Além disso, circularam por Maceió folhetos apócrifos em que aparecem numa foto, em primeiro plano, dois supostos militares. A imagem é seguida do seguinte texto: ''Os caras-pintadas do governo: Esses dois atléticos ''seguranças' do governador Lessa garantem, além da segurança, a satisfação pessoal e sexual''.
Além disso, outdoors de Lessa foram pichados com menções agressivas ao governador e a Kátia Born (PSB), prefeita de Maceió.
''Essa imundície que circula na cidade está sendo vomitada pela turma do Collor. É mais uma prova de que ele não mudou nada, continua o mesmo, praticando golpes baixos e agindo sem o menor pingo de ética na política, como autêntico representante das forças do atraso e da corrupção'', declarou o governador Lessa.





