Candidatos aproveitaram a manhã de sábado para fazer campanha no Calçadão de Londrina. Concentrados no trecho entre a rua Prof. João Cândido e a avenida São Paulo, eles dividiam o espaço com cavaletes de propaganda, barracas e cabos eleitorais exibindo bandeiras e distribuindo material dos políticos. Alguns candidatos levaram ainda fotógrafos e assessores para registrar o tradicional corpo a corpo. A campanha eleitoral está autorizada pela Justiça Eleitoral desde o último dia 6 de julho e pode ser feita até um dia antes da votação, marcada para 5 de outubro.

Nem todos os eleitores, porém, aprovam o movimento político. Para o aposentado José Cabral, "essa movimentação no Calçadão só atrapalha". "Não gosto de eleição. Voto mesmo porque sou obrigado." Mas o vigilante Luiz Expedido gostou. "Acho que essa propaganda ajuda, eles têm que divulgar as propostas para a população."

Preparado para exibir a bandeira do candidato até o horário de fechamento do comércio, por volta das 13 horas, um cabo eleitoral afirmou à reportagem que estava animado com o trabalho. "Ajuda bastante, são R$ 980 por mês, com folga na segunda-feira", comentou o aposentado, explicando que não é filiado a partido nenhum.

Enquanto as campanhas mais estruturadas contam com equipe completa, as candidaturas menos abastadas vão "do jeito que dá". Um candidato aproveitava a movimentação de eleitores para distribuir os próprios santinhos, carregados numa sacola de papel. "Apesar da retaliação, vamos fazer diferença nas urnas", disse ele, reclamando do partido que ainda não teria exibido sua mensagem no horário gratuito de rádio e TV.

FISCALIZAÇÃO

A promotora eleitoral Solange Vicentin informou que a campanha está tranquila em Londrina. Segundo ela, "a Justiça Eleitoral local tem o poder de polícia, com ações mais imediatas para conter abusos, e as representações ao Tribunal Regional Eleitoral, quando necessárias, são feitas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE)". Ela disse que enviou um caso à PRE sobre suposta distribuição de camisetas de maneira irregular, "mas a apuração ainda está sendo feita."

Solange, que atua também na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, não descartou firmar com os candidatos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para evitar abusos na distribuição de folhetos e propaganda impressa.

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