Ao invés do corpo-a-corpo com eleitores, longas reuniões com candidatos a vereador ou para discutir estratégias de campanha. Assim tem sido a rotina diária da maioria dos candidatos a prefeito de Curitiba desde foi liberada oficialmente a propaganda eleitoral, há nove dias. Na prática, os intervalos das reuniões vêm servindo para os candidatos cumprirem uma minguada agenda de visitas a líderes empresariais, de associações de moradores ou para participar da distribuição de panfletos nos bairros da cidade.
Somente os candidatos a vereador é que não estão poupando energia em busca dos votos. A morosidade para a disputa dos candidatos a prefeito começar de fato é encarada com naturalidade pelos coordenadores das campanhas. ‘‘No começo do trabalho é preciso fortalecer a integração dos partidos que formam a nossa coligação. O tempo perdido agora, durante o planejamento, nós vamos recuperar depois’’, alega Elton Barz, presidente municipal do PT e um dos coordenadores da campanha de Ângelo Vanhoni. Durante o dia o deputado estadual tem participado de inúmeras reuniões com os integrantes dos partidos da coligaçõe e, à noite, vai às inaugurações de comitês dos candidatos a vereador.
A coligação que tenta reeleger Cassio Taniguchi (PFL) também está aguardando o atual prefeito terminar seus compromisssos na administração municipal para levar a campanha para as ruas. Segundo um de seus acessores, Taniguchi só deve participar efetivamente da campanha nas ruas a partir da próxima semana.
A agenda de compromissos dos candidatos Eduardo Requião (PDT) e Maurício Requião (PMDB) não foge das tradicionais visitas aos bairros da periferia, líderes sindicais, empresariais, e participar de reuniões de associações de classe ou de moradores. ‘‘Temos que compensar nosso pouco tempo no horário eleitoral gratuito’’, justifica Eduardo. O candidato do PDT também diz que a grande quantidade de reuniões entre os candidatos da coligação serve para ‘‘afinar o discurso’’.

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