Campanha deve ir para a rua após 7 de setembro
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de setembro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O 7 de setembro deste ano deve marcar o início da campanha de rua no Paraná. As coordenações das campanhas dos dois principais candidatos à Presidência da República, e dos quatro mais bem colocados nas pesquisas na disputa pelo Palácio Iguaçu, sinalizam que o corpo-a-corpo com os 7.121.257 eleitores paranaenses será intensificado após o feriado nacional que comemora a Independência do Brasil - a 23 dias da decisão nas urnas.
Considerada por muitos como atípica - principalmente devido às alterações na legislação provocada pela minirreforma eleitoral - as campanhas ainda não tomaram as ruas na grande maioria das cidades paranaenses. Um exemplo disso pode ser verificado em Londrina, segundo maior colégio eleitoral do Estado, em que somente três dos onze candidatos ao governo instalaram comitês de campanha. Nenhum dos presidenciáveis tem comitê próprio na cidade.
''Agora a campanha vai para a rua. Firma mesmo após o feriado do dia 7'', afirmou Renato Adur, um dos coordenadores da campanha do candidato à reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC), Roberto Requião. ''Vamos trabalhar com a militância basicamente. Cabos contratados serão o mínimo possível. Vamos ter basicamente jornal, adesivo e bandeira'', contou.
A expectativa é que até o dia 30 - último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes e amplificadores de som ou para a promoção de carreata e distribuição de material de propaganda política - o peemedebista intensifique o corpo-a-corpo nas 50 maiores cidades do Estado. ''Nosso trabalho vai intensificar o corpo-a-corpo. Pretendemos que o candidato visite todas as regiões, e que a nossa militância faça um trabalho firme com o eleitorado.''
Os programas eleitorais de rádio e televisão deverão continuar pautados pelas obras realizadas nos 45 meses de mandato. ''Os programas eleitorais têm uma linha definida e terão uma sequência dentro do programa de campanha. Vamos continuar mostrando à população o que foi feito nessa gestão e o que ele pretende fazer na continuidade do seu governo'', explicou Adur.
Já o principal rival de Requião, Osmar Dias, da coligação Paraná de Verdade (PDT/PP/PTB/PSB), inicia este mês a segunda etapa da campanha nos programas eleitorais. ''No primeiro mês ele falou mais do relacionamento que terá com o Estado, a forma que vai administrar. Agora, vai falar de plano de governo, como fazer, as soluções, a forma de governo e a plataforma'', afirmou a assessoria de imprensa do candidato. A assessoria ainda assegurou que não estão previstos ataques aos adversários.
Ainda de acordo com a assessoria, os trabalhos nessa reta final deverão se concentrar na Região Metropolitana de Curitiba, e nos grandes municípios. Os coordenadores regionais estão sendo encarregados de ''detonar'' atos de campanha nos municípios de sua abrangência. ''Enquanto o candidato estiver cobrindo uma região, em todas as outras estarão ocorrendo pequenos atos'', declara a assessoria. A campanha de rua será intensificada com faixas e panfletagem, mas com menos cabos eleitorais do que em anos anteriores.
Os maiores colégios eleitorais também serão o foco da campanha do candidato da coligação Voto Limpo (PPS/PFL), Rubens Bueno. ''Vamos dar prioridade para as grandes densidades eleitorais. Nos pequenos municípios devemos fazer carreatas. Queremos visitar de 15 a 16 municípios em um dia e assim tentar atingir todo o Paraná'', afirmou o coordenador geral da campanha Hélio Renato Wirbiski. Desde o registro da candidatura, Bueno já percorreu mais de 200 cidades. A coordenação da campanha aposta nos debates para convencer o eleitorado.
Já o PT do candidato Flávio Arns (PT/PHS/PL/PAN/PRB/PCdoB), vai convocar a militância para colocar a campanha na rua. ''Devemos intensificar o trabalho de corpo-a-corpo com uma convocatória dos militantes para que promovam atividades nos municípios, bandeiraços, caminhadas, tudo o que pudermos ter de atividade de massa'', disse o coordenador geral da campanha, Cido Spada. As ações serão divididas em 18 microrregiões. As visitas do candidato ao interior também devem ser intensificadas. ''Até o final queremos estar presentes em todos os municípios.''


