No último final de semana antes do início do horário eleitoral, o londrinense que saiu de casa ontem de manhã disputou espaço no Calçadão da Avenida Paraná com cabos eleitorais e uma gama diversificada de candidatos. O espaço é o ponto mais tradicional da campanha, mas só agora, finalmente, está decorado com as bandeiras e a panfletagem dos postulantes em outubro.
A FOLHA conversou com eleitores que passavam pelo local, para os quais a campanha de rua não é unanimidade - ao contrário, contudo, do peso que parece ter o horário eleitoral. Para o casal Rosimery Turossi, 30, contadora, e Marcelo Turossi, 30, engenheiro da computação, por exemplo, a propaganda externa é controversa. ''Visualmente poluído do jeito que está, pelo aspecto da informação, isso mais confunde que ajuda'', ele disse. A esposa emendou: ''E pelas propostas, creio que o horário eleitoral agrega muito mais'', comentou. ''E outra: se passa um carro de som enquanto se está ao telefone, você quer atirar o aparelho naquilo, ao invés de optar pelo candidato'', brincou o engenheiro. O comerciante Rafael de Giovani, 59, afirmou que ''pelo excesso, se perdem votos''. ''Mas o horário eleitoral vale muito mais para conhecer o programa de cada um'', opinou.

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