Campanha de pepista muda o tom e parte para o ataque
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Líder nas pesquisas de intenção de voto desde a largada da corrida à Prefeitura de Londrina, o candidato do PP, Marcelo Belinati, foi o mais atacado pelos cinco adversários no primeiro turno. Praticamente não revidou, adotando o discurso de ''não entrar em baixaria''. Porém, ontem, uma inserção eleitoral na televisão mudou o tom ''paz e amor''. A campanha pepista partiu para o ataque contra seu opositor no segundo turno, Alexandre Kireeff (PSD).
Na inserção, o narrador afirma que Kireeff está ''omitindo'' o sobrenome Lopes na campanha eleitoral, porque este nome remete à família ''que fez fortuna explorando sozinha o transporte coletivo'' por décadas em Londrina. Em seguida, a tentativa é de descontrução do discurso de Kireeff de que não é político. O narrador lembra que o candidato já disputou uma vaga na Câmara Federal, em 2010, quando teve o apoio do senador e ex-governador ''Roberto Requião, dos ex-prefeitos Barbosa Neto (PDT) e Nedson Micheleti (PT)''. Kireeff estava filiado ao PMDB.
Na mesma inserção, o questionamento é quanto à formação de Kireeff. ''Ele diz que é administrador, mas se formou em veterinária. Ele diz que vai mudar Londrina, mas será que dá para acreditar no que ele diz'', conclui o narrador no momento em que um ponto de interrogação é colocado sobre o rosto de Kireeff. O programa de Marcelo exibido às 13 horas na TV, que falava sobre esporte e cultura, não continha ataques ao adversário.
Kireeff, no programa de ontem, manteve o tom propositivo. Tratando sobre desigualdades sociais, ele repetiu que é o candidato da mudança e que não é político profissional. A única alusão ao adversário foi a fala de dois eleitores que disserem ter mudado o voto. Um deles, da Zona Norte (reduto Belinatista), afirma que ''no primeiro turno eu votei no 11''. ''Agora, meu filho, ó (olha)...'' e faz, com as mãos, o número 55, de Kireeff.


