Campanha de Lerner tenta recuperar votos na capital
O governador Jaime Lerner (PFL) está intensificando sua campanha em Curitiba e Região Metropolitana. A recuperação eleitoral registrada pelo seu adversário, o senador Roberto Requião (PMDB), na pesquisa Ibope/Rede Globo divulgada na última sexta-feira à noite, levou o comando geral da campanha pró-reeleição a rever sua estratégia política. Reunido no último final de semana em Curitiba, o comando lernerista defendeu a licença do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), para reforçar o corpo-a-corpo no maior colégio eleitoral do Estado.
Nova reunião ontem pela manhã definiu que Taniguchi não vai mais se afastar do cargo. Os lerneristas não querem passar a imagem de que o crescimento de Requião preocupa o PFL. Taniguchi declarou que pode compatibilizar as duas tarefas. Ele e Lerner passaram o dia em campanha na Região. O prefeito acompanhou Lerner como presidente da Associação dos Municípios (Assomec), para descaracterizar campanha eleitoral durante expediente. Hoje pela manhã, o comitê lernerista se concentra nos bairros de Curitiba. À tarde, Lerner vai para Ponta Grossa, onde apresentará seu plano de governo, e à noite, faz comício em São José dos Pinhais.
A licença de Taniguchi já vinha sendo discutida pelo comando político da campanha há semanas. Cândido Martins de Oliveira disse ontem que Taniguchi é o coordenador político de Lerner na Região e que muitos integrantes do staff defenderam seu afastamento e dedicação exclusiva à campanha. Até ontem, o prefeito se restringia a fazer campanha pró-reeleição, nos finais de semana e fora do expediente de trabalho. Investidas judiciais feitas pela oposição - questionando a confusão de papéis - também levaram o comando do governador a repensar a atuação de Taniguchi.
O prefeito disse ontem, via assessoria, que está separando bem as coisas. Na sua avaliação, o desempenho do governador Jaime Lerner em Curitiba e Região Metropolitana é satisfatório e vai garantir a vitória do governador no primeiro turno. Taniguchi alegou que tem questões administrativas inadiáveis e que esse não é o melhor momento para afastar-se da Prefeitura.





