Campanha curta favoreceu vitória
Os professores Clodomiro Bannwart e Elve Miguel Cenci, docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), acreditam que a campanha extremamente curta, este ano, em razão das alterações na legislação eleitoral feitas em 2015, favoreceu a vitória de Marcelo Belinati (PP) no primeiro turno.
O tempo menor, de 45 dias, prejudica os candidatos menos conhecidos. "Parecia que a campanha estava começando e já era o dia da eleição", disse Bannwart. Belinati era o mais conhecido entre os concorrente. Orsi, Silva, Trindade e Odarlone nunca tinham disputado um cargo público. "Certamente, se fosse uma campanha de 90 dias, o resultado seria outro; o londrinense manteria a tradição de 24 anos de segundo turno."
Para o analista, a ausência de segundo turno, principalmente numa campanha curta, também impede o aprofundamento das propostas e compromissos. "É muito ruim. Um segundo turno permite ampliação do debate, recomposição das forças políticas, as propostas ficam amarradas com os vários segmentos, fazendo, inclusive o candidato recuar do plano de governo para atender anseios", avaliou.
Cenci considerou que Marcelo Belinati rompeu com a margem histórica do belinatismo, que era obter 45% dos votos, como ocorreu em 2012. Para ele, a derrota de Orsi não pode ser atribuída a Kireeff. "O Orsi não é o Kireeff. O Orsi não tem a mesma capacidade de transitar por todos os públicos que o Kireeff, não tem o mesmo carisma", comentou. Além disso, entende que a imagem de Orsi está colada à da Acil, dos empresários. "E ele é do PSDB e o PSDB, em razão tem rejeição em razão dos governo de Beto Richa."
Cenci ponderou ainda que Orsi não era a primeira opção do prefeito, mas, sim, os ex-secretários Márcio Stamm Júnior (PSB) e Burno Veronese (PSD). "Era o candidato possível." Além disso, para o professor, o prefeito deixou claro, em seu discurso de que não é político e de ser contrário à reeleição, de que não era sua responsabilidade fazer um sucessor. "Acho que a mensagem era para que os partidos se organizassem para fazer um sucessor." (L.C.)





