Campanha aquece mercado de adesivos e brindes
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Na tentativa de conquistar o voto do eleitor, alguns candidatos se utilizam da distribuição de brindes, que levam o nome e o número de campanha. Réguas, camisetas, bonés, canetas e chaveiros são os mais comuns e fazem o setor aumentar a produção e o faturamento em até 100%.
Na busca pelo voto, alguns candidatos apelam para as crianças, com a distribuição de bolas de borracha. Para o empresário de Guarapuava, Dionei Luiz Alvez, o produto têm chamado a atenção de candidatos. ''Até agora tenho confirmada somente uma encomenda de 10 mil bolas para um candidato. Mas tenho feito orçamentos de até 100 mil bolas'', afirmou. As bolas de plástico custam entre R$ 0,65 a R$ 2,00.
Com brindes como réguas, lixas de unha e canetas, que vão de R$ 0,08 a R$ 0,20, Eduardo Fujimoto, comemora o aumento de até 100% na produção e no faturamento. ''Para nós melhorou em 100%, dobrou a produção.'' Conforme Fujimoto, somente um candidato encomendou mais de 300 mil brindes, o que fez o empresário contratar mais seis funcionários.
Segundo o gerente de vendas de outra empresa especializada em brindes, André Carvalho, o aumento das encomendas para a propaganda política, fez a empresa trabalhar 24 horas por dia. ''Com 40% de incremento (nas encomendas), já trabalhamos duas semanas 24 horas, no início, para atender os pedidos de todo o Brasil. Tivemos que contratar temporariamente mais 10 pessoas'', relatou.
De acordo com o chefe do cartório da 3 Zona Eleitoral de Curitiba, Claudionir Viana, os brindes são permitidos desde que ''tenham valor simbólico''. ''Distribuição de cestas básicas, dentaduras, óculos configuram crime eleitoral. Claro que isso não se aplica para coisas que tenham valor pequeno, como bottons, canetas, que são a mesma coisa que os santinhos'', afirmou. ''No entanto é importante que tenham as informações que manda a lei, como o nome do candidato, cargo, partido, número e coligação'', complementou.
Para o superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Wilson Battini, que trabalhou em diversas coordenações de campanha nos últimos 20 anos, a tendência é que a distribuição de brindes pelos candidatos acabe. ''Em determinadas circunstâncias, os brindes ajudam a propagar o nome, mas as coisas estão mudando. Antigamente os brindes tinham valor maior, hoje o pessoa está começando a discernir que brindes não levam a nada'', afirmou.


