Campanha ao governo do PR pode custar até R$ 40,7 mi
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quinta-feira, 06 de julho de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A minirreforma eleitoral imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições deste ano que pretendia entre outras medidas reduzir a influência do poder econômico nas campanhas, parece não estar contibuindo para esse fim, a julgar pela previsão de gastos dos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado pelo Paraná.
Os onze candidatos à sucessão de Roberto Requião (PMDB) registraram juntos, uma previsão de gastos nas campanhas de até R$ 40.793 milhões. Em 2002, os 13 candidatos registraram teto de R$ 33.290 milhões. Há quatro anos, quando duas cadeiras do Senado estavam em disputa, 18 candidatos previram gastos de até R$ 30.900 milhões. Este ano, os 10 postulantes a uma única vaga, podem gastar R$ 22.511 milhões.
Entre os candidatos ao governo, o maior teto é o da candidatura à reeleição de Requião: R$ 15 milhões, R$ 7 milhões a mais do que a previsão de gastos na campanha passada. No entanto, a prestação de contas da campanha mostra que foram utilizados apenas R$ 3,5 milhões.
Rubens Bueno (PPS), que disputa pela segunda vez o Palácio Iguaçu, também previu um aumento nas despesas em relação a 2002. Este ano, o teto estabelecido no registro da candidatura foi de R$ 4,9 milhões, R$ 3,2 milhões a mais do que no último pleito.
Conforme o registro da candidatura de Osmar Dias (PDT), a campanha poderá custar até R$ 11 milhões, contra R$ 7 milhões colocados como teto na campanha de Alvaro Dias em 2002, quando disputou o governo pelo PDT. Segundo o deputado Augustinho Zucchi, um dos coordenadores da campanha de Osmar, a previsão de custo foi feita visando a possibilidade de um segundo turno. ''São gastos normais de uma campanha com comunicação, programa de televisão, deslocamento. Foi colocado um valor suficiente para que não tenha que se pedir a suplementação, mas tenho certeza que não serão gastos os R$ 11 milhões'', assegurou.
Apesar da estimativa de gastos ter superado a de 2002, Zucchi acredita que a proibição de showmícios e distribuição de brindes pode contribuir para a redução dos custos das campanhas. ''A proibição por parte do TSE diminui muito (os custos). Sabemos que brindes e showmícios sempre tinham uma grande percentagem no custo'', disse.
Já o presidente do PT no Paraná e um dos coordenadores da candidatura de Flávio Arns ao governo, André Vargas, classificou as medidas do TSE como ''hipócritas''. ''Eu acho que a reforma foi hipócrita. Mexer com brinde! O problema estava na origem dos recursos e não na destinação. Pode diminuir um pouco o custo da campanha com brindes mas não proíbe o abuso do poder econômico. Quem tem dinheiro vai gastar com outras coisas'', avaliou. A campanha de Arns tem como teto R$ 4.913 milhões. A candidatura de Padre Roque Zimmermann (PT), em 2002, estipulou como gasto máximo R$ 2,8 milhões. ''Agora a campanha está mais estruturada'', argumentou Vargas.
O candidato do PRP, Jorge Martins, registrou como teto R$ 100 mil; Antonio Forte (PSL), R$ 1 milhão; Ana Lúcia Pires (PRTB), R$ 2,8 milhões; Luiz Adão (PSDC), R$ 500 mil; Luiz Felipe (PSOL), R$ 300 mil; Ivo Souza (PCO), R$ 30 mil; e Melo Viana (PV), R$ 250 mil.
Entre os dez candidatos ao Senado, o maior teto registrado foi de Sandoval (PSC), R$ 10 milhões.


