Campanha afeta grade de TV dos Legislativos
A TV Sinal, canal de televisão da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, alterou a grade de programação, "preventivamente", desde o início da campanha eleitoral, para não correr o risco de ferir a legislação. Também as TVs Câmara e Senado, em Brasília, estabeleceram critérios na produção do material, embora não tenham cortado programas.
Conforme a diretoria de comunicação da AL, foram retirados do ar todos os programas que pudessem representar, na avaliação da Casa, "promoção pessoal do candidato ou campanha eleitoral". Dos 54 deputados estaduais em exercício, 50 vão disputar a eleição de outubro.
Resolução editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições deste ano proíbe as emissoras de rádio e televisão, inclusive públicas, de "dar tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação" e "veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político".
Segundo a AL, a Justiça Eleitoral não apresentou qualquer recomendação à TV Sinal, que continua transmitindo ao vivo as sessões plenárias. Mas, por causa do período eleitoral, caíram da grade os programas "Café com Política" e "Ponto e Contraponto". A diretoria de comunicação da Casa também informa que houve "mudança na forma de cobertura, evitando tudo que possa representar um benefício individual".
A TV Sinal foi aberta no final de 2007 e já passou por eleições gerais, em 2010, quando alguns programas foram cortados da grade durante a campanha. Na época, foi atendida uma recomendação informal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado sobre a programação.
No caso da TV Câmara, segundo a editora-chefe de departamento de jornalismo, Aline Machado, as transmissões das sessões plenárias estão mantidas. Durante os programas jornalísticos, apresentados ao vivo, os parlamentares são orientados sobre a diferenciação do conteúdo. "Nos nossos programas com os deputados é feita a recomendação para que tenham cuidado e se refiram ao mandato, não à campanha."
A TV Senado segue com as transmissões das sessões, mas na edição dos programas tem "o cuidado de evitar falas dos senadores que possam representar propaganda política". De acordo com o administrador da TV, Clayton Lira, "também tivemos jornalistas que deixaram de aparecer na tela porque são candidatos." (E.F.)





