Curitiba - Os dois candidatos que disputaram o segundo turno para o governo do Paraná entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na tarde de ontem -último dia do prazo-, as suas prestações de contas, especificando o total do dinheiro arrecadado e gasto. As contas do candidato Osmar Dias (PDT) foram as primeiras a chegar, às 15h50. As contas do governador reeleito Roberto Requião (PMDB), da coligação Paraná Forte, foram protocoladas às 18h46, bem mais perto do fim do prazo (19 horas). O valor gasto por Requião, R$ 12,8 milhões, é praticamente o dobro de Osmar. Nas duas campanhas as sobras de dinheiro foram mínimas.
Até o fechamento desta edição, as contas completas -com nome dos doadores e respectivos valores- não estavam disponíveis para consulta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No início da noite, as contas ainda estavam sendo autuadas no TRE. Apenas dados de Osmar estavam disponíveis.
A coligação Paraná da Verdade, de Osmar Dias, arrecadou R$ 7.177.879,36 em receitas. As despesas declaradas à Justiça Eleitoral foram de R$ 7.177.216,00. O gasto ficou bem abaixo do teto máximo previsto, de R$ 11 milhões. Sobraram apenas R$ 663. Osmar teve vários doadores pessoas físicas, que doaram valores pequenos, por exemplo cerca de duzentos reais. Entre as maiores receitas está a B.S. Colway Pneus, por exemplo, com R$ 50 mil, e a Ultrafértil, com o mesmo valor.
A prestação de contas de Osmar tem 1.205 páginas. Segundo o responsável pelo comitê financeiro, vereador Jorge Bernardi (PDT), R$ 4,9 milhões foram doados por empresas e cerca de R$ 1 milhão por pessoas físicas. O comitê financeiro também apresentou contas: receita de R$ 1.141.050,84 e despesa de R$ 1.140.930,00.
Os maiores gastos da campanha do pedetista, segundo Bernardi, foram de R$ 1,6 milhão, com produção de programas de TV; despesas com pessoal (R$ 1,2 milhão), impressos (R$ 745 mil) e transporte (R$ 331 mil). Trabalharam no comitê financeiro da campanha de Osmar cerca de 10 pessoas, segundo Bernardi.
Já Milton Buabssi, presidente do comitê financeiro da campanha peemedebista, disse que o trabalho nos últimos dias foi intenso para fechar as contas. ''De ontem para hoje ninguém dormiu'', disse Buabssi, referindo-se à noite de segunda para terça-feira.
O candidato do PMDB declarou receita de R$ 12.904.922,12 milhões e despesas de R$ 12.898.508,88 milhões. Requião havia declarado que o valor máximo de gastos em sua campanha seria de R$ 15 milhões. A campanha de 2006 consumiu muito mais recursos que em 2002, quando Requião disputou com Alvaro Dias (PSDB). Naquele ano, o gasto da campanha do PMDB ficou em torno de R$ 3,5 milhões.
De acordo com a legislação, o julgamento das contas dos eleitos deve ser publicada até oito dias antes da diplomação. No Paraná, a solenidade está marcada para 19 de dezembro.

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