A conversa com o PRB (Partido Republicano Brasileiro) que já ocorria no final do ano passado e, agora, se materializou na recente filiação ao partido, apontavam para um nome de peso da indústria paranaense na corrida pelo governo do Paraná em outubro. Mas o caminho a ser seguido por Edson Campagnolo na política deve ser menos ousado. O presidente da Federação das Indústrias do Paraná confirmou o convite para integrar a base que tem o ex-secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano do governo Beto Richa (PSDB), Ratinho Jr. (PSD), como candidato ao Executivo estadual nas eleições de outubro.

"Não estamos exatamente definindo qual o cargo, mas uma vice governadoria ou Senado, isso pode acontecer. E se acontecer vai ser um desejo da sociedade empresarial, uma vez que eu represento hoje uma grande parte do setor. Então não vamos nos omitir neste tempo em que o Brasil está precisando de novos soldados", afirmou o empresárioem visita à ExpoLondrina nesta quarta-feira (11).

O mandato de Campagnolo na Fiep se estende até 2019 e a legislação eleitoral exige desincompatibilização para representantes de entidades sindicais com até quatro meses de antecedência do pleito, ou seja, o dia 7 de junho.

CENÁRIO 'ASSUSTADOR'
Sobre quem apoiaria para a Presidência da República, Campagnolo considerou o cenário que se desenhou até agora como "assustador". Ele explica: "porque está tendo uma extrema direita e aquela velha esquerda burra que levou o País para este fundo do poço que estamos hoje." Disse também que ainda não se sente totalmente seguro para indicar o apoio mas, por conta da grande quantidade de candidatos, em suas próprias palavras, "ele teria um perfil mais liberal".
"Tem o (João) Amoêdo (Novo), o Flávio Rocha (PRB) que é o dono da Riachuelo. Agora tem um paranaense que é o Alvaro Dias (Podemos). Gosto muito do Alvaro, tenho facilitado para que ele esteja fazendo palestras em outras federações do Brasil e eu quero crer que se o Alvaro conseguir ter uma consistência de apoios seria um ótimo presidente da República", afirma.

Campagnolo não poupou críticas à gestão de Beto Richa quanto ao aumento de impostos. "Algumas alíquotas subiram mais do que o dobro, tanto é que a arrecadação subiu não foi pela competência da gestão, mas porque foi penalizado o setor produtivo. E agora a governadora dizendo que não tem dinheiro em caixa, me preocupa isso", lamentou.

Vale lembrar que Ratinho Jr. falou em "choque de gestão", caso eleito, após se desvincular da Sedu, onde permaneceu boa parte do segundo mandato de Beto Richa.

mockup