Caminhos do Paraná também ganha liminar para aumentar pedágio
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A concessionária Caminhos do Paraná também obteve amparo judicial para reajustar as tarifas do pedágio, em 9,74%, nas cinco praças que administra no Estado: Prudentópolis, Irati, Porto Amazonas, Imbituva e Lapa. Outras quatro concessionárias já haviam conseguido autorização da Justiça Federal para o aumento das tarifas que passa a vigorar a zero hora da próxima segunda-feira. Segundo informações da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), somente a Rodonorte ainda não havia recorrido ao Judiciário, até ontem.
A ABCR divulgou, oficialmente, ontem os valores das tarifas já reajustadas. O pedágio mais caro continua sendo o da Ecovia, na BR-277, entre Curitiba e Paranaguá (Litoral): carros de passeio pagarão R$ 12,50, caminhões R$ 10,50 por eixo e motos R$ 6,00. As tarifas da Econorte vêm em segundo lugar: R$ 11,50, na BR-369 em Jataizinho, R$ 10,60, também na BR-369, em Cambará e R$ 9,90 na BR-323 em Sertaneja.
Nas praças da Ecocataratas na BR-277, a tarifa mais cara será a de São Miguel do Iguaçu: R$ 9,20. Em Cascavel, Laranjeiras e Candói, o pedágio passa a custar R$ 7,60 e, em Cerro Azul, R$ 7,10. No caso dessa concessionária, além do reajuste de 9,74%, foi aplicado um chamado ''degrau tarifário'' de 9% para rearranjo dos valores.
As tarifas da concessionária Caminhos do Paraná para veículos de passeio irão variar de R$ 7,50 (Prudentópolis, Porto Amazonas e Lapa) a R$ 6,60 (Irati e Imbituva). Nas praças administradas pela Viapar em Floresta, Campo Mourão e Corbélia, o pedágio passará a custar R$ 7,80. Na BR-376, em Castelo Branco, será de R$ 7,10 e, em Arapongas e Mandaguari, R$ 5,20.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) já havia informado, por meio da assessoria de imprensa, que irá recorrer à Justiça na tentativa de derrubar as liminares que autorizaram o reajuste. O embate judicial entre governo do Estado e concessionárias se arrasta desde 2003. No entanto, até agora, o governo não conseguiu barrar os reajustes anuais previstos em contrato.


