Caminhoneiros dizem que intervenção não ajudará em nada
Curitiba - A possível encampação das praças de pedágio pelo governo do Estado não é vista com grande entusiasmo pelos caminhoneiros do Paraná. Nem mesmo a possibilidade de redução das tarifas nas seis praças que passariam a ser controlados pelo governo chegaram a satisfazer o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Paraná (Sindicam-PR), Diumar Cunha Bueno.
''Para nós, pouco interessa quem esteja no controle das praças. O que precisamos é da implantação do vale-pedágio e isso o governo já deveria ter feito'', afirmou Bueno. O vale-pedágio está previsto em lei federal e pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), do governo federal. O pagamento das tarifas de pedágio é, ou deveria ser, obrigação da empresa que embarca a carga no caminhão para o transporte. No entanto, para a implantação, é necessário um convênio entre os governos estaduais e a ANTT para que haja a fiscalização, que deve ser feita pelos estados.
''Por que o governo não assina o convênio de fiscalização com a ANTT?'', pergunta o presidente do Sindicam-PR. Ele alega que os governos de São Paulo e do Rio Grande do Sul já assinaram o acordo com o agência e estão implantando o vale-pedágio.
Bueno reclama que apesar de terem sido os caminhoneiros que fizeram os primeiros movimentos contra o pedágio, fechando as praças, o que fez o governo Lerner cortar a tarifa em 50% no início da implantação, continuam sendo eles que mais têm prejuízo com a cobrança. ''Precisamos de estradas boas, mas não podemos arcar sozinhos com o preço do pedágio''.
Segundo o dirigente caminhoneiro, o pedágio consome entre 18% e 20% do valor do frete, enquanto, para comparação, o óleo diesel é responsável por 51% do valor do frete. No Paraná existem 80 mil caminhoneiros autônomos.





